
Lincoln rebate Átila e nega perseguição da Stock Car à Scuderia Bandeiras
Duda Bairros/Stock Car
Lincoln Oliveira rebateu as declarações de Átila Abreu após a saída da Scuderia Bandeiras da Stock Car. Em entrevista exclusiva à Band, o dirigente negou que a equipe tenha sofrido perseguição da categoria e afirmou que a ruptura aconteceu depois de uma derrota no (STJD) Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
“O primeiro ponto para nós foi uma surpresa, mas aconteceu depois de uma derrota no STJD, onde a equipe havia sido pega com uma irregularidade em razão ao regulamento, e a CBA fez a autuação”, afirmou.
O dirigente negou que exista qualquer tipo de perseguição contra a Scuderia Bandeiras. Para ele, o que ocorreu foi a aplicação do regulamento técnico da categoria, especialmente por se tratar de um item ligado à segurança.
“Não existe perseguição nenhuma. O que existe é um rígido controle em cima do regulamento por parte da CBA. A CBA está fazendo todo o controle a pedido das próprias equipes. O regulamento é para ser cumprido. E a equipe, naquele momento, entendeu que poderia mexer no item de segurança. E não pode. De jeito nenhum. Isso é muito claro”, completou.
O dirigente também comentou as alegações feitas por Átila Abreu sobre falhas de gestão, cobranças indevidas e falta de diálogo com a categoria. Segundo Lincoln, o chefe da Scuderia Bandeiras não procurou a organização antes de levar o caso à imprensa.
“Eu nunca conversei com o Átila. Das alegações que ele está fazendo, inclusive agora na mídia, ele nunca veio antes falar comigo sobre qualquer dúvida. Ele simplesmente preferiu ir direto à mídia. É infundado tudo o que ele tem colocado, e a gente, posteriormente, vai seguir com as devidas providências do que ele está falando pela mídia”, disse.
Volta dos motores V8
O dirigente também defendeu a cobrança ligada às adaptações dos carros para o retorno do motor V8. Segundo Lincoln, a volta do propulsor foi uma demanda feita pelas próprias equipes e pilotos depois das dificuldades encontradas com o motor turbo usado anteriormente.
“As equipes fizeram várias reuniões comigo e disseram: ‘volta o V8, volta o V8’. Nós tomamos a decisão, escutamos as equipes e pilotos e decidimos voltar o motor V8”, afirmou.
Lincoln explicou que a Audace arcou com o custo principal da mudança de motorização, estimado em cerca de R$ 15 milhões. No entanto, segundo ele, algumas adaptações nos carros ficaram sob responsabilidade das equipes, já que os veículos pertencem aos próprios times.
“O que era de nossa responsabilidade, a gente mudou e não teve custo. Agora, o que era de responsabilidade do carro em si, porque o carro pertence à equipe, essas adaptações ficam com a equipe”, disse.
O dirigente também afirmou que a categoria tentou reduzir o impacto financeiro para as equipes, com parcelamentos e adaptações feitas para diminuir os custos. Segundo Lincoln, as mudanças fazem parte de uma evolução constante do carro, principalmente em pontos de segurança.
“Não é um reparo de uma falha de construção. É uma evolução constante de melhorias para proteger a vida do piloto. A regra é para um como é para outro. Nós nunca vamos fazer algo que beneficia um e não beneficia os demais, porque isso é um evento de todos”, concluiu.
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