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24 Horas de Le Mans 2025: Entenda como funciona o balanço de perfomance (BoP)

Com regulamentos precisos e ajustes mínimos, 24 Horas de Le Mans possui um BoP mais técnico e criterioso

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2025 • 13:53 • Atualizado em 10/06/2025 • 13:53

Entenda como funciona o balanço de perfomance (BoP) do WEC

Entenda como funciona o balanço de perfomance (BoP) do WEC

FIA WEC

BoP é um elemento fundamental dos regulamentos das categorias Hypercar e LMGT3. Trata-se de uma série de ajustes técnicos, que afetam principalmente peso e potência, e que têm como objetivo criar condições de igualdade entre carros do WEC durante o ano, e principalmente nas 24 Horas de Le Mans.

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Desenvolvido conjuntamente pela FIA e pelo ACO, o BoP atua para nivelar o potencial de performance dos carros inscritos – o que inclui ajustes de peso e potência baseados em dados técnicos, medições em túnel de vento e performance real registrada em pista. A ideia não é igualar tudo, mas garantir que todos os projetos tenham chance real de competir, mantendo o foco nas habilidades das equipes e pilotos.

As plataformas digitais da Band - Bandplay, Band.com.br e canal do Esporte na Band no YouTube - farão a transmissão na íntegra das 24 Horas de Le Mans, a maior prova de resistência do esporte a motor, disputada desde 1923. A corrida acontece a partir das 10h de sábado (14). O BandSports transmite largada, últimas voltas, pódio e outros momentos da corrida.

Como funciona o Balanço de Performance (BoP)?

Para a categoria Hypercar, o BoP é definido em três etapas sucessivas. Primeiro, a FIA e o ACO equilibram os “parâmetros de homologação” – as características técnicas observadas durante a homologação, quando os carros são inspecionados, medidos e analisados em túnel de vento. Vale lembrar que a janela de desempenho aerodinâmico permitida na homologação da Hypercar é muito estreita, de modo que há pouca diferença entre os carros nessa primeira etapa.

A segunda etapa é a “equivalência de plataformas”. Dois regulamentos técnicos diferentes regem a classe Hypercar: o Le Mans Daytona h (LMDh), que se baseia no uso de peças comuns, e o Le Mans Hypercar (LMH), que oferece maior liberdade aos fabricantes. Apesar de semelhantes, suas concepções distintas podem exigir ajustes de desempenho. Para isso, aplica-se a “equivalência de plataformas” a todos os carros do mesmo tipo, levando em conta os níveis de desempenho do melhor carro LMDh e do melhor carro LMH.

A etapa final – “compensação por fabricante” – considera o desempenho individual de cada fabricante com base nos dados coletados durante as corridas. É importante destacar que essas “compensações por fabricante” – qualquer que seja sua natureza – são utilizadas com parcimônia e apenas quando os dados são considerados suficientemente robustos, o que requer várias corridas.

Um processo idêntico é utilizado para a LMGT3, com a diferença de que não há “equivalência de plataformas”, já que todos os carros são construídos segundo o mesmo regulamento técnico. Um handicap de peso, baseado na classificação do campeonato, é aplicado em cada corrida, exceto nas 24 Horas de Le Mans.

Como funciona nas 24 Horas de Le Mans?

O BoP das 24 Horas de Le Mans na classe Hypercar difere por levar em conta os dados da corrida do ano anterior, não havendo necessariamente ligação direta com o BoP publicado para corridas como as 6 Horas de Spa-Francorchamps, por exemplo.

Também é introduzida uma medida puramente técnica: a diferenciação de potência em baixas e altas velocidades. Isso não altera o BoP propriamente dito, mas modula a potência entregue acima de 250 km/h para equilibrar as velocidades máximas sem a necessidade de ajustes excessivos de peso ou potência.

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