A morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994, marcou para sempre o jornalismo esportivo brasileiro. Em uma reportagem especial do Band Esporte Clube, jornalistas que estavam em Ímola naquele fim de semana relembraram os momentos de tensão, dor e choque diante da tragédia que tirou a vida do tricampeão mundial de Fórmula 1.
“Eu fiquei olhando assim no horizonte, e pensando: o cara que eu pensei que fosse imortal…”, disse Reginaldo Leme.
O fim de semana já estava tenso desde a sexta-feira, com o acidente de Rubens Barrichello, seguido da morte de Roland Ratzenberger no sábado. No domingo, Senna largou cabisbaixo. A imagem captada por Armand, cinegrafista da equipe brasileira, mostrava o brasileiro sério, encostado no carro, pensativo. “Claramente era o olhar de quem não estava muito satisfeito”, comentou Claudio Carsughi.
Segundo Claudio Carsughi, Senna havia pedido uma modificação na coluna de direção, feita de forma “meio artesanal”. O impacto do acidente foi imediato.
“Eu botei a mão no joelho do Galvão e falei: olha isso. Ele logo narrou: ‘bateu forte’”, lembrou Reginaldo Leme.
A notícia oficial da morte chegou com o empresário Julian Jakobi e depois foi confirmada por uma médica do hospital: “Encefalograma plano”, contou Claudio Carsughi, que estava fazendo a cobertura para o jornal italiano La Stampa.
31 anos depois, a lembrança ainda emociona. “É difícil de engolir, mas é a vida”, conclui Reginaldo Leme.
Assista à reportagem na íntegra no vídeo no topo da página.
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