Esporte na Band

Belmonte não descarta concorrer à presidência do São Paulo: "Estou entre os qualificados"

Ex-diretor de futebol do tricolor paulista expôs diferenças de opinião com Júlio Casares, atual mandatário do clube, e defendeu o aumento no número de votantes nas eleições são-paulinas

Da redação
DA REDAÇÃO

01/12/2025 • 20:48 • Atualizado em 01/12/2025 • 20:48

O ex-diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, se colocou entre os possíveis nomes que podem concorrer à eleição presidencial no tricolor paulista em 2026. Em entrevista ao programa Os Donos da Bola, na Rádio Bandeirantes, o cartola elencou os requisitos mínimos para que um presidenciável no clube.

Compartilhar

"São Paulo tem que procurar um candidato à presidência que tenha muita experiência e sucesso profissional em sua carreira, fora do clube, que tenha muito conhecimento do processo político e de como funciona o São Paulo. Dentro desse nicho, há muitos nomes qualificados. Acho que meu nome está entre esses [qualificados], mas há 10 ou 12 nomes que se qualificam, tanto na oposição quanto na situação", disse.

Belmonte, no entanto, afirmou que tem ambições pessoais neste momento. Após a goleada sofrida pelo São Paulo contra o Fluminense, por 6 a 0, no estádio do Maracanã, na última semana, Belmonte optou por deixar o comando do futebol tricolor.

"Lá na frente, vamos ver o que vai acontecer e quem pode ser candidato no São Paulo. Meu nome, óbvio, está entre os que podem ser candidatos. Ninguém é candidato de si próprio, as pessoas precisam querer que você seja candidato. Isso, vamos discutir lá na frente", pontuou.

Questionado sobre o processo eleitoral são-paulino, que define o presidente através dos votos dos conselheiros, Belmonte se mostrou aberto à possibilidade de estender o poder de voto aos torcedores.

"Acho que o processo eleitoral do São Paulo pode ser aprimorado. Não vejo com maus olhos o voto do sócio torcedor, com regras muito claras e definidas. Com um valor baixo, do sócio torcedor, alguém com poderio econômico poderia comprar mil títulos e colocar no processo eleitoral", afirmou.

Choque de opinião

Belmonte ainda expôs diferenças na condução do clube e diferenças com o presidente Júlio Casares. Ao apresentador Neto, o ex-diretor do São Paulo defendeu que seu modelo de gestão ideal seria o de investir no departamento de futebol para que haja uma redução de dívidas.

No seu entendimento, é preciso reforçar a equipe de futebol masculina para que o desempenho em campo melhore e as finanças sejam aliviadas através de títulos e premiações.

"Qual o negócio do São Paulo? Futebol. Então temos que buscar investimentos para o futebol. Não quer dizer que tem que tratar a dívida de maneira irresponsável. Hoje, ser o oitavo do campeonato ou ser o terceiro, tem uma diferença gigante do que se arrecada", concluiu.

"Tem que controlar a dívida, mas o melhor jeito de controlar e reduzir, é investir no futebol. Mesmo que em um primeiro momento você tenha que, com os investimentos, gerar um desarranjo inicial. [...] O único jeito, hoje, de você reduzir a dívida de um clube é conquistando título e estando nas primeiras posições. Hoje, a premiação é gigante", completou.

Belmonte ainda citou a negociação com Marcos Leonardo e explicou como a chegada do reforço poderia ter sido paga com a própria atuação do atleta.

"Marcos Leonardo, que a gente tentou trazer por quatro meses, o investimento era na casa de US$ 2 milhões. Se eu tenho o Marcos Leonardo nas quartas de final da Libertadores, ele poderia me ajudar a chegar na semifinal. Só o prêmio para chegar na semifinal, já pagaria o investimento do Marcos Leonardo", analisou.