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Buffon pede demissão após vexame da Itália em repescagem para a Copa

Federação Italiana passa por renovação e Gattusso deve deixar o cargo

3 min

02/04/2026 15:55 • Atualizado há 204 dias

Buffon pede demissão após vexame da Itália em repescagem para a Copa

Nesta quinta-feira (2), Buffon, ex-goleiro da Itália, anunciou sua saída da Federação Italiana de Futebol. Anúncio foi feito após eliminação da Itália, na repescagem para a Copa do Mundo, para a Bósnia.

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Buffon atuava como chefe de delegação desde 2023, e em comunicado nas redes sociais, ele reitera que após a saída do presidente Gabrielle Gravina foi um ato urgente.

“Entregar minha carta de demissão um minuto após o fim da partida contra a Bósnia foi um ato urgente, que surgiu do fundo do meu ser. Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor no meu coração, que sei que compartilho com todos vocês”, escreveu.

Com a derrota nos pênaltis, a Itália deixa de participar de uma Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. A última vez que os italianos estiveram no mundial foi em 2014.

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O ex-goleiro reitera que considera justo que os próximos integrantes da Federação Italiana escolham a pessoa para ocupar o cargo que ele ocupava.

Leia o comunicado completo:

Entregar minha carta de demissão um minuto após o fim da partida contra a Bósnia foi um ato urgente, que surgiu do fundo do meu ser. Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor no meu coração, que sei que compartilho com todos vocês. Pediram-me que esperasse para que todos pudessem fazer as devidas reflexões.

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Agora que o presidente Gravina optou por se afastar, sinto-me livre para fazer o que considero um ato responsável, porque, embora acredite sinceramente que construímos muito em termos de espírito de equipe e união com Rino Gattuso e todos os seus colaboradores, no curto período de tempo disponível para a seleção, o objetivo principal era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não tivemos sucesso.

É justo deixar que aqueles que vierem depois de mim tenham a liberdade de escolher a pessoa que considerarem mais adequada para ocupar o meu lugar. Representar a seleção nacional é uma honra para mim e uma paixão que me consome desde criança.

Procurei abraçar meu papel dedicando-me inteiramente a ele, encarando cada setor como uma ligação, um elo para o diálogo e a sinergia entre as diversas equipes de base, buscando estruturar, juntamente com os vários gestores, um projeto que comece com os mais jovens e chegue até a seleção nacional sub-21.

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Tudo isso para repensar a forma como os talentos da futura seleção principal nacional são treinados. Solicitei e obtive a inclusão de algumas figuras-chave com vasta experiência, que, juntamente com as competências já existentes, estão a implementar estas mudanças necessárias com uma visão a médio e longo prazo.

Isso porque acredito na política da meritocracia e na especialização profissional. Caberá aos responsáveis ​​julgar a validade dessas escolhas.

Guardo tudo no coração, com gratidão pelo privilégio e pelo ensinamento que, mesmo em seu doloroso epílogo, essa experiência intensa me deixa.

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Forza Azzurri sempre.

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