
Infantino
REUTERS/Henry Romero
As cidades do Estados Unidos que receberam os jogos da Copa do Mundo estão fazendo cobranças à Fifa. Segundo o ‘The Athletic', foi prometido às cidades que elas receberiam milhões de dólares, mas estes valores ainda não foram pagos.
De acordo com o jornal, o compromisso foi firmado verbalmente por integrantes da cúpula da organização, porém os recursos que foram prometidos ainda não chegaram aos comitês responsáveis pela preparação do Mundial.
Ao todo, foram ouvidos quatro executivos ligados a comitês de cidades-sede. De acordo com eles, cada uma das 11 localidades americanas receberiam o montante de US$ 1 milhão para projetos de legados.
As sedes do Mundial foram: Seattle, Bay Area de São Francisco, Los Angeles, Dallas, Houston, Kansas City, Atlanta, Filadélfia, Nova York/Nova Jersey, Miami e Boston.
Cobranças aconteceram em 2025
As conversas sobre essa bonificação foi anunciada antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025, nos Estados Unidos. O valor que seria dado pela Fifa é uma espécie de investimento de legado e seria utilizados para a construção de mini campos de futebol e ao financiamento de iniciativas sociais nas comunidades locais.
Após o anúncio, as cidades que seriam palco da Copa do Mundo de 2026 buscaram informações sobre a possibilidade de receber o mesmo valor. A demanda, segundo os representantes ouvidos pelo The Athletic, fazia sentido diante da dimensão maior do Mundial, que mobilizou as sedes durante um período de 39 dias e envolveu uma estrutura significativamente mais complexa.
Os executivos afirmaram que integrantes da alta direção da Fifa confirmaram, em reuniões e conversas particulares, que os repasses também seriam realizados para as cidades da Copa. No entanto, não houve um anúncio público da entidade formalizando a promessa.
Agora, com o torneio encerrado, algumas cidades enfrentam dificuldades adicionais para definir como os recursos seriam destinados. Em determinados locais, os comitês organizadores já estão encerrando suas atividades, enquanto outros precisam elaborar prestações de contas para órgãos públicos sem saber se os valores prometidos pela Fifa devem ser incluídos nos relatórios financeiros.
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