Resumo
O trabalho de Fernando Diniz no Corinthians traz evolução na identidade da equipe, marcada pela vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe na Libertadores, com solidez defensiva, quebra de jejuns e gestão de elenco destacada.
A sequência de três jogos sem sofrer gols, incluindo vitórias contra Platense e Santa Fe e empate com Palmeiras, representa segurança defensiva inédita desde fevereiro e encerra um jejum de dois meses sem vitórias como mandante.
A repetição da mesma escalação em três partidas seguidas, fato não visto desde 2021, e o início com 100% de aproveitamento na Libertadores, igualando feitos de 1996 e 2016, colocam Diniz e o Corinthians em posição privilegiada para avançar no torneio continental.
O trabalho de Fernando Diniz no Corinthians já começa a colher frutos e a transformar a identidade da equipe dentro de campo. A vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe, na arena do clube, não foi apenas mais um resultado positivo na Libertadores. Foi a mais um sinal da evolução do time, que une consistência defensiva, quebra de jejuns e uma filosofia de gestão de elenco que há muito não se via no Parque São Jorge.
Solidez defensiva: o novo pilar de Diniz
Diferente do rótulo de times expostos, o Corinthians de Diniz atingiu uma marca significativa: o clube completou seu terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols. A série invicta inclui as vitórias sobre Platense e Santa Fe (ambas por 2 a 0) e o empate sem gols no clássico contra o Palmeiras.
Essa segurança defensiva não era vista desde fevereiro, com a diferença de que a trajetória atual de Diniz ocorre em meio a jogos de altíssima exigência continental e clássicos nacionais. Além disso, o triunfo desta quarta-feira encerrou um incômodo jejum de dois meses sem vitórias como mandante.

Fernando Diniz, técnico do Corinthians. Foto: REUTERS/Jorge Silva
Gestão humana e a repetição de escalação (2021-2026)
Um marco da trajetória de Diniz até aqui é a busca pelo entrosamento através da continuidade. Pela primeira vez em cinco anos, o Corinthians repetiu a mesma escalação em três partidas consecutivas (Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kayke e Yuri Alberto). O feito não ocorria desde agosto de 2021, sob o comando de Sylvinho.
Ao explicar sua filosofia, Diniz reforçou que prioriza a conexão entre os atletas acima dos dados frios:
"Tenho um tipo de pensamento em relação a isso diferente da maioria. Respeito os dados fisiológicos, mas o jogador não é só um monte de ossos e músculos. Existem outras coisas que muitas vezes são até mais importantes, como a maneira como os jogadores se conectam, a vontade de jogar e o momento que vivem. Se não tivesse suspensão, eu teria a chance de repetir a escalação uma quarta vez."
Trajetória histórica na Libertadores
A largada de Fernando Diniz na competição sul-americana coloca seu nome ao lado de momentos de glória do clube. Ao vencer os dois primeiros jogos da fase de grupos, o treinador repetiu um feito alcançado pelo Corinthians apenas em 1996 e 2016. Com seis pontos somados e 100% de aproveitamento, o técnico coloca o Timão em uma posição privilegiada na briga por uma vaga no mata-mata.
Próximo desafio
Após consolidar sua base titular e o estilo de jogo na Libertadores, a trajetória de Diniz agora foca na recuperação no cenário nacional. O Corinthians volta a campo neste sábado (18), às 20h (de Brasília), contra o Vitória, fora de casa, buscando traduzir a boa fase continental em pontos no Campeonato Brasileiro.
Com informações da Estadão Conteúdo
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