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Como Edílson e Paulo Nunes viraram amigos após briga em 99

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09/05/2020 07:00 • Atualizado há 2326 dias

Como Edílson e Paulo Nunes viraram amigos após briga em 99

"Sou mais amigo de Paulo Nunes do que de alguns jogadores que estavam do meu lado". Pela declaração de Edílson, nem parece que ele e o ex-rival protagonizaram uma das maiores confusões generalizadas da história do futebol brasileiro, que forçou até o fim, antes da hora, de uma final de campeonato. No caso, a decisão do Paulistão de 1999, entre Corinthians e Palmeiras, que a Band exibiu no último domingo, também pelo site e app, no "Você Torceu Aqui".

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A partida foi mostrada na íntegra, inclusive com a parte da briga, com a narração original de Luciano do Valle e comentários de Silvio Luiz e Roberto Rivellino

Relembrando a batalha, que terminou com o título do Corinthians, o atacante Edilson, pivô da tumulto, comentou sobre como os jogadores do Corinthians encaravam aquele jogo e sobre como superou a briga com Paulo Nunes, de quem hoje é amigo.

Perguntado sobre como os jogadores encaravam aquela partida, Edilson disse que a responsabilidade era toda da equipe do Corinthians.

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“Ganhamos o primeiro jogo de três a zero e era inadmissível o Palmeiras reverter aquele placar. Nosso time era muito forte e a gente jamais poderia perder aquele título. A gente entrou com sangue no olho, e o Palmeiras entrou sem responsabilidade alguma”, disse o Capetinha.

O ex-atacante também comentou que os jogadores não entraram em campo acreditando que a fatura estava liquidada.

“A gente não achou que estava decidido, até porque o time do Palmeiras tinha uma capacidade enorme, tinha um ataque poderoso. Se a gente cochilasse, em três, quatro, cinco minutos, o time do Palmeiras poderia fazer dois ou três gols e endurecer o jogo. Eu acho que o que mais facilitou o jogo foi a expulsão [o palmeirense Cleber foi expulso aos 21 minutos do 1º tempo), e a gente jogou com um homem a mais e a vantagem no placar”, completou Edilson.

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Edilson também contou como viu o fato de os jogadores do Palmeiras entrarem em campo com os cabelos pintados de verde, em comemoração ao título da Libertadores, conquistado dias antes. Para apimentar ainda mais, o rival havia eliminado o Corinthians na campanha.

“Não foi soberba. Os jogadores do Palmeiras já entraram desacreditados. Porque reverter o placar do primeiro jogo seria muito difícil, eles sabiam disso. Só que eles, para tirar uma onda com a gente e dizer que eram campeões da Libertadores, pintaram o cabelo de verde. Porque dentro de campo eles sabiam que era muito difícil ganhar da gente”, comentou o ídolo corintiano.

O momento mais marcante daquela final aconteceu aos 30 minutos do segundo tempo: sem marcação, Edílson parou e fez as famosas embaixadinhas, irritando os rivais. A “capetice” desencadeou uma das brigas mais marcantes do futebol brasileiro. Mas segundo o ex-jogador, nada disso foi planejado, e ele nem pensou em causar uma briga.

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“Não planejei as embaixadinhas. Foi uma coisa natural. Eu fazia muito aquilo nos treinamentos, ficava equilibrando a bola, e foi uma maneira de eu tirar um pouco de sarro da equipe do Palmeiras. Nunca esperava que ia acabar naquela briga toda. Eu achava que o juiz ia me dar um cartão amarelo e o jogo ia seguir. Jamais eu imaginaria que o jogo fosse acabar daquela forma”, disse Edilson.

Apesar de generalizada, a confusão teve dois protagonistas. Edilson Capetinha e Paulo Nunes, o Diabo Loiro, foram os grandes nomes da batalha “infernal” que se viu no Morumbi. Depois do episódio, porém, os dois passaram a ter uma improvável amizade.

“O Paulo Nunes é o meu amigão. Já fizemos as pazes. Eu tenho um carinho enorme por ele, um cara muito querido por todo mundo. Aquilo ali foi coisa de dentro do campo. A gente passou um tempo sem se falar, logo depois daquilo, mas hoje em dia a gente é amigo pra caramba. Sou mais amigo do Paulo Nunes do que de alguns jogadores que estavam jogando do meu lado. Tenho mais contato hoje com ele, até por a gente trabalhar na mesma função, sempre viajando, fazendo os jogos de másters”, revelou Edilson.

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Segundo Edilson, os dois fizeram as pazes de forma natural, e tudo o que aconteceu dentro das quatro linhas ficou campo.

“A gente foi se encontrando, um falando para o outro que aquilo era coisa de dentro de campo, para deixar aquilo pra lá. No início, falavam muito que a gente não olhava um na cara um do outro. Uma vez a gente se encontrou, um olhou para o outro e falamos: ‘a gente não pode ficar brigado’ e nos abraçamos. Isso foi muito legal”, recorda.

Edilson ainda explicou o motivo daquela final ser lembrada até hoje.

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“Esse jogo é memorável porque não é todo dia que você vê embaixadinha dentro de campo. Um doido pegar a bola, ficar fazendo petequinha no meio do jogo e botar a bola no pescoço. É memorável por isso, e foi numa final entre Palmeiras e Corinthians”, concluiu o Capetinha.