
Caio Fojaz
RODILEI MORAIS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Antes do Conselho Deliberativo do São Paulo aprovar o impeachment de Julio Casares, nesta sexta-feira (16), o presidente teve espaço para se defender. Ele fez um discurso de cerca de 20 minutos e, de acordo com um conselheiro da oposição, não apresentou nada novo.
"Foi um discurso de vitimismo. Partiu para argumentos emocionais. Colocou culpa na imprensa segmentada, que está atras de cliques. Ele devia ter apresentado documentos. Mas não fez isso. O julgamento foi proferido pela torcida. Nós só formalizamos isso", afirmou Caio Fojaz, em entrevista ao canal Arquibancada Tricolor.
Segundo Caio, Casares só entregou um documento para Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo: "O Conselho foi traído. O contraditório para a defesa está aberto. Mas ele não apresentou um documento do jeito que os conselheiros recebem. Ele entregou um documento ao presidente do Conselho, sem que conselheiros tivessem acesso".
Casares já está afastado, mas o impeachment só pode ser decretado depois de uma Assembleia de sócios, que deve acontecer no prazo de 30 dias. Por isso Caio argumentou a favor do afastamento definitivo.
"A mídia, a polícia e o Ministério Público estão investigando o São Paulo. Os jogadores não querem jogar aqui. E a gente vai ter problemas com patrocinadores, caso ele permaneça", concluiu.
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