
Casares na votação do impeachment
EDUARDO CARMIM/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o impeachment do presidente Julio Casares, nesta sexta-feira (16). Ao todo 223 conselheiros participaram da votação e 188 aprovaram o afastamento por gestão temerária e por outras investigações que estão em andamento. São 18 votos mais do que era necessário.
O impeachment não está concretizado por enquanto. Mas Casares ficará afastado por pelo menos 30 dias. Durante esse período, uma nova votação será convocada, agora na Assembleia de Sócios. E a tendência é que o afastamento definitivo seja concretizado sem problemas. Será necessária a maioria simples.
Agora o cargo de presidente fica com Harry Massis Júnior. Ele é sócio do clube desde 1964 e conselheiro vitalício. Foi eleito vice-presidente na chapa de Julio Casares até o fim de 2026. Nos últimos meses, passou a integrar o grupo político Vanguarda, que rompeu com Casares.

Protesto da torcida
A torcida do São foi até o estádio, estendeu faixas e até contratou um carro de som para puxar gritos que pressionaram a diretoria e os conselheiros.
Uma faixa pediu a separação do futebol em relação ao departamento social. Outras se referiram ao presidente e à Mara Casares como "ratazanas". E os gritos chamaram o presidente de "cagão", entre outras ofensas.
Alguns torcedores também disseram que, se o impeachment não fosse aprovado, não iam deixar os apoiadores de Casarem saírem do clube. Mas não foi necessário. E a manifestação foi pacífica até o fim.
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