
Harry Massis Júnior, vice-presidente do São Paulo
Divulgação/Harry Massis Júnior
A crise política vivida pelo São Paulo provocou uma mudança imediata no comando do clube. Com a aprovação do Conselho Deliberativo do pedido de impeachment contra o presidente Julio Casares nesta sexta-feira (16), uma Aassembléia Geral de Sócios deverá ser convocada. Caso aprovada a destituição, o estatuto determina que o vice-presidente Harry Massis Junior assuma automaticamente a presidência até o fim do mandato.
A reunião do Conselho Deliberativo teve início as 18h30, no Salão Nobre do Morumbis, e foi realizada em formato híbrido, com participação presencial e on-line dos conselheiros. Para que o afastamento fosse confirmado, eram necessários 171 votos favoráveis entre os 254 conselheiros aptos. No total, 233 conselheiros compareceram e 188 aprovaram a medida.
Quem é o vice na linha sucessória
Aos 80 anos, Harry Massis Junior é um dos dirigentes mais antigos do São Paulo. Ele é sócio do clube desde 1964 e conselheiro vitalício, além de ter ocupado diferentes cargos administrativos ao longo de décadas de atuação nos bastidores do Morumbi.
Massis foi eleito vice-presidente na chapa de Julio Casares para o triênio 2021/22/23 e reeleito para o mandato atual, válido até o fim de 2026. Nos últimos meses, passou a integrar o grupo político Vanguarda, que rompeu com o atual presidente e se afastou da coalizão que sustentava a gestão.
Histórico dentro do clube
Ao longo da sua trajetória, o dirigente já atuou diretamente no futebol e na área administrativa. Entre 2001 e 2002, foi diretor adjunto de futebol durante a conquista do Torneio Rio-São Paulo. Também fez parte da delegação tricolor nos títulos mundiais de 1992 e 1993, exercendo função administrativa nas campanhas internacionais.
Fora do ambiente esportivo, Massis construiu carreira como empresário. Ele é proprietário do tradicional Hotel Massis, na região da Consolação, em São Paulo, além de atuar no setor de garagens e estacionamentos desde a década de 1960.

Casares e Harry Massis I Foto: Divulgação
O que acontece se o impeachment for aprovado
De acordo com o estatuto do São Paulo, a aprovação do impeachment no Conselho Deliberativo provoca o afastamento provisório do presidente. Nesse cenário, o vice assume imediatamente o comando do clube.
Após a decisão, uma Assembleia Geral de sócios deve ser convocada em até 30 dias para ratificar ou não o afastamento. Caso a maioria simples dos associados confirme a decisão do Conselho, o vice permanece na presidência até o término do mandato, no fim de 2026.
E se o impeachment não passar
Caso a Assembleia Geral de Sócios rejeite o pedido de impeachment, Julio Casares retorna ao cargo e o processo é arquivado.
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