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Tudo o que você precisa saber sobre a votação do impeachment de Casares

Conselho Deliberativo decide nesta sexta-feira (16) o futuro do comando do clube no Morumbi

Matheus Gavazzi
MATHEUS GAVAZZI

15/01/2026 • 19:28 • Atualizado em 15/01/2026 • 19:28

Julio Casares, presidente do São Paulo

Julio Casares, presidente do São Paulo

Divulgação / SPFC

A votação do pedido de impeachment de Júlio Casares, presidente do São Paulo, acontece nesta sexta-feira (16) e promete ser um dos capítulos mais delicados da crise política vivida pelo clube. A reunião do Conselho Deliberativo foi mantida pela Justiça e terá regras específicas que podem definir o afastamento provisório do mandatário tricolor.

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A seguir, o Band.com.br reúne todas as informações essenciais sobre a votação.

Quando e onde será a votação

  • Data: sexta-feira, 16
  • Horário: 18h30
  • Local: Salão Nobre do Estádio do Morumbi
  • Formato: híbrido (presencial e online)

A realização no formato híbrido foi determinada pela Justiça após rejeição de recurso do clube, que defendia votação exclusivamente presencial.

Quais são as regras da votação

A liminar judicial definiu pontos centrais do processo. Veja como funciona:

  • Voto híbrido: conselheiros podem votar presencialmente ou de forma remota
  • Voto secreto: a escolha não será aberta, exigindo plataforma digital que assegure sigilo
  • Eleitorado: apenas conselheiros titulares e vitalícios
  • Total de aptos: 254 conselheiros

Quórum necessário

  • Para instalar a sessão: presença mínima de 75% dos conselheiros
  • Para aprovar o impeachment: 171 votos favoráveis (dois terços dos presentes)

Inicialmente, a interpretação da presidência do Conselho apontava necessidade de 191 votos, entendimento que foi derrubado pela decisão judicial.

O que mudou com a decisão judicial

A Justiça alterou dois pilares do processo:

  • Formato da votação: passou a ser obrigatoriamente híbrido
  • Cálculo do quórum: fixado em dois terços dos votos válidos, e não 75% do total do colegiado

A decisão foi tomada pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que entendeu não haver fundamento para restringir a participação remota dos conselheiros.

Por que Júlio Casares enfrenta um pedido de impeachment

O processo é motivado por acusações de gestão temerária e por investigações que envolvem a atual administração do clube. Entre os principais pontos estão:

A Polícia Civil encaminhou o inquérito para uma vara especializada em crimes tributários, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A defesa de Casares afirma que todas as movimentações têm origem lícita, relacionadas a despesas operacionais do futebol, como arbitragem e premiações, e que os valores são passíveis de auditoria.

Qual é o cenário político da votação

O ambiente interno é de forte divisão:

  • A oposição ganhou força após o afastamento de quatro grupos que antes apoiavam o presidente
  • Esses blocos, juntos, podem chegar a cerca de 180 votos, número suficiente para aprovar o impeachment
  • Casares mantém apoio firme de dois grupos, que somam aproximadamente 67 conselheiros

Apesar disso, nem todos os opositores declararam voto publicamente, o que mantém o cenário em aberto até a votação.

Quem assume o clube se o impeachment for aprovado

Caso o afastamento provisório seja aprovado, o comando do São Paulo passará para Harry Massis Junior, atual vice-presidente.

  • Idade: 80 anos
  • Sócio do clube desde 1964
  • Conselheiro vitalício
  • Vice-presidente desde 2021
  • Integrante do grupo político Vanguarda, que rompeu com Casares

Massis permaneceria no cargo até o fim do mandato, enquanto uma Assembleia Geral de sócios seria convocada em até 30 dias para ratificar ou não a decisão do Conselho.

O que acontece depois da votação

Se o impeachment for aprovado:

  • Casares é afastado provisoriamente
  • Assembleia Geral decide em até 30 dias, por maioria simples

Se for rejeitado:

  • Júlio Casares segue no cargo
  • O processo é arquivado no âmbito do Conselho

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