Esporte na Band

Conselheiros protocolam pedido de impeachment de presidente do São Paulo

Documento que pede saída de Julio Casares tem assinatura de 58 pessoas, com nomes ligados à situação

Da redação
DA REDAÇÃO

23/12/2025 • 14:48 • Atualizado em 23/12/2025 • 14:57

Julio Casares, presidente do São Paulo

Julio Casares, presidente do São Paulo

Divulgação / SPFC

Resumo

O pedido de impeachment contra o presidente Julio Casares foi protocolado no São Paulo Futebol Clube por 58 conselheiros, incluindo membros da base aliada e do grupo Legião, em resposta a investigações sobre desvios de verbas em vendas de atletas e denúncias de venda irregular de ingressos para shows no MorumBis.

O processo de impeachment segue o estatuto do clube, com o presidente do Conselho Deliberativo tendo até 30 dias para convocar reunião extraordinária, sendo necessário o voto de dois terços do Conselho para afastamento provisório e, em caso de aprovação, uma Assembleia Geral de sócios deve ratificar a decisão por maioria simples em até 30 dias.

O vice-presidente Harry Massis Junior assume a presidência em caso de destituição de Casares, permanecendo no cargo até as eleições indiretas marcadas para o final de 2026, enquanto a diretoria do clube nega irregularidades e afirma colaborar com as autoridades nas investigações.

O cenário político no São Paulo Futebol Clube atingiu o seu ponto de ebulição nesta terça-feira (23). Um grupo de conselheiros protocolou oficialmente um pedido de impeachment contra o presidente Julio Casares.

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O movimento é uma resposta direta às recentes investigações sobre supostos desvios de verbas em vendas de atletas e denúncias de venda irregular de ingressos para shows no estádio.

O documento, liderado pelo grupo Frente Democrática, conta com a assinatura de 58 conselheiros. O que chama a atenção é o racha interno: entre os signatários estão 13 nomes da base aliada (situação) e três membros do grupo Legião, ligado ao ex-diretor Carlos Belmonte.

Julio Casares, presidente do São Paulo. Foto: Divulgação / SPFC

Julio Casares, presidente do São Paulo. Foto: Divulgação / SPFC

Como funciona o processo de impeachment no São Paulo?

A partir do protocolo, o rito institucional segue normas rígidas do estatuto do clube. Entenda os próximos passos:

  • Convocação: O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, tem até 30 dias para convocar uma reunião extraordinária.
  • Votação no Conselho: Para que o afastamento provisório ocorra, é necessária a maioria qualificada (dois terços). Isso significa 171 votos favoráveis dos 255 conselheiros.
  • Assembleia de Sócios: Caso o Conselho aprove, uma Assembleia Geral com os sócios do clube deve ser realizada em até 30 dias para ratificar a decisão por maioria simples.

Quem assume o clube em caso de queda?

Se Casares for destituído do cargo, o vice-presidente Harry Massis Junior assume o comando imediatamente. Como as eleições presidenciais no MorumBis são indiretas e estão marcadas apenas para o final de 2026, o sucessor teria a missão de conduzir o clube durante o processo de transição.

O peso das denúncias

A pressão sobre a atual gestão aumentou após a Polícia Civil instaurar inquéritos para apurar se valores de transferências de jogadores foram desviados para contas particulares. Somado a isso, o Ministério Público deve investigar um suposto esquema clandestino de venda de entradas para camarotes em apresentações musicais no MorumBis.

O São Paulo, até o momento, trata as acusações como situações isoladas e se coloca à disposição das autoridades, mas o desgaste político entre os conselheiros parece ter chegado ao limite.Com informações da Estadão Conteúdo

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