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Corinthians: Stábile convoca reunião para afastar Romeu Tuma Jr.

Presidente do clube acusa presidente do Conselho Deliberativo de ameaças e assédio; votação extraordinária ocorre nesta segunda-feira (23)

Da redação
DA REDAÇÃO

19/03/2026 • 12:25 • Atualizado em 19/03/2026 • 12:36

Osmar Stábile, presidente do Corinthians

Osmar Stábile, presidente do Corinthians

NICOLLAS VIEIRA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Resumo

Afastamento de Romeu Tuma Jr. da presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians será votado em reunião extraordinária, convocada por Osmar Stábile, devido a denúncias de ameaças, assédio e interferências no trabalho da diretoria executiva, com acusações públicas feitas após episódio ocorrido em 9 de março.

Defesa de Romeu Tuma Jr. nega acusações, afirma que cobranças foram administrativas relacionadas à recontratação de segurança suspeito de colaborar com vandalismo, e contesta justificativas de intervenção do Ministério Público usadas para pautas urgentes, rejeitadas por Stábile como inverídicas.

Processo disciplinar inclui representação na Comissão de Ética, boletim de ocorrência e possível infração ao estatuto, impedindo Tuma Jr. de conduzir a votação, que será presidida pelo vice Leonardo Pantaleão, marcando o fim da aliança entre Stábile e Tuma Jr. em meio à proximidade das eleições no clube.

O clima político no Corinthians atingiu um novo nível de tensão. O presidente da diretoria executiva, Osmar Stábile, convocou oficialmente uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para a próxima segunda-feira (23), com o objetivo de votar o afastamento de Romeu Tuma Jr. da presidência do órgão. O encontro será realizado no teatro da sede social, no Parque São Jorge, com chamadas às 18h e 19h (de Brasília).

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Acusações de ameaça e interferência

O pedido de afastamento baseia-se em denúncias de "ameaças, assédio e atitudes que teriam interferido no andamento dos trabalhos da diretoria executiva". O estopim público ocorreu em 9 de março, quando Stábile interrompeu uma reunião para acusar Tuma Jr. de tentativa de coerção.

Segundo o relato de Osmar Stábile:

"Na sexta-feira, enquanto eu jantava, ele (Tuma) disse assim: 'Ou você faz o que eu quero ou eu vou te f... '. Não posso administrar o Corinthians com pessoas me tratando dessa forma. Tenho testemunhas aqui sobre isso além de outras interferências. Trago aqui documentos sobre ele me pedindo atualizações sobre o que faço. Não posso aceitar mais isso."

A defesa de Romeu Tuma Jr.

Romeu Tuma Jr. nega o uso de palavrões e afirma que sua cobrança foi administrativa. O presidente do Conselho sustenta que interpelou Stábile após descobrir a recontratação de um antigo segurança, anteriormente demitido sob acusação de colaborar com atos de vandalismo no clube.

Tuma Jr. já havia encerrado a última reunião sem votar a reforma do estatuto, alegando falta de clima e enviando a pauta diretamente à Assembleia Geral de sócios como "medida de urgência", citando risco de intervenção do Ministério Público. No edital de convocação, Stábile classificou essa justificativa como "inverídica" e rechaçou qualquer possibilidade de interferência do MP.

Trâmite jurídico e suspensão liminar

O processo contra Romeu Tuma Jr. inclui:

  • Representação Disciplinar: Protocolada na Comissão de Ética e Disciplina em 11 de março.
  • Boletim de Ocorrência: Acompanha o pedido de suspensão liminar do cargo.
  • Possível Perda de Mandato: O edital levanta a hipótese de infração a artigos do estatuto que regem o funcionamento do Conselho.

Por ser o investigado, Romeu Tuma Jr. não poderá conduzir a votação. A reunião de segunda-feira será presidida pelo vice-presidente do Conselho Deliberativo e ex-diretor jurídico, Leonardo Pantaleão.

Ruptura entre ex-aliados

A crise marca o fim definitivo da aliança entre Stábile e Tuma Jr. A relação, que já vinha se deteriorando há meses por discordâncias na gestão e debates sobre o novo estatuto, rompeu-se totalmente com a proximidade do período eleitoral no Corinthians.

Com informações da Estadão Conteúdo