Esporte na Band

Diretora do São Paulo nega fraude em venda de ingressos para camarote

Após pedir afastamento do cargo, Mara Casares diz que áudio foi tirado de contexto e que não teve ganho próprio de "nenhuma natureza"

Da redação
DA REDAÇÃO

15/12/2025 • 15:16 • Atualizado em 15/12/2025 • 15:16

Mara Casares, diretora feminina de cultura e eventos do São Paulo

Mara Casares, diretora feminina de cultura e eventos do São Paulo

Reprodução/Instagram

Resumo

Denúncias de supostas vendas ilegais de ingressos para shows em camarote do Morumbis envolveram a diretora Mara Casares, que rebateu as acusações, pediu afastamento do cargo e negou qualquer benefício pessoal, alegando que áudios divulgados foram tirados de contexto.

Grupo de conselheiros de oposição Salve o Tricolor Paulista pediu o afastamento cautelar do presidente Júlio Casares, após divulgação da notícia e repercussão dos áudios, enquanto Mara Casares e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, solicitaram licença de suas funções.

Áudio divulgado aponta que Mara Casares teria recebido o camarote 3A para venda de ingressos, repassado por Marcio Carlomagno, superintendente do clube, e que a empresária Rita de Cassia Adriana Prado comercializou os ingressos, registrou boletim de ocorrência por valores não recebidos e alegou ter sofrido pressão de Mara e Douglas.

Após denúncias de supostas vendas ilegais de ingressos para shows em um camarote do Morumbis, a diretora feminina de cultura e eventos Mara Casares se pronunciou, na tarde desta segunda-feira (15). Ela rebateu todas as acusações.

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Mara Casares, que já foi casada com o atual presidente tricolor Júlio Casares, pediu afastamento do cargo para se defender. A gestora declarou que o áudio vazado, em que trata do suposto esquema de venda de ingressos, tem falas fora de contexto. Mara também negou que tenha recebido qualquer ganho pessoal (veja o posicionamento completo abaixo).

"O áudio que circula foi tirado de contexto e traz uma conotação que não reflete a verdade dos fatos nem a minha intenção. Em nenhum momento, houve benefício pessoal. Não tive ganho próprio de nenhuma natureza. Minha consciência está absolutamente tranquila."

Após a divulgação da notícia, apurada inicialmente pelo portal ge.globo, o grupo de conselheiros de oposição Salve o Tricolor Paulista pediu o afastamento cautelar do presidente Júlio Casares.

Veja o posicionamento de Mara Casares na íntegra

"Quero me manifestar sobre essa situação. O áudio que circula foi tirado de contexto e traz uma conotação que não reflete a verdade dos fatos nem a minha intenção.

Em nenhum momento, houve benefício pessoal. Não tive ganho próprio de nenhuma natureza. Minha consciência está absolutamente tranquila.

É importante esclarecer que a conversa trazida no áudio contém expressões inadequadas. Reconheço isso. Essas falas, quando isoladas, não representam o real contexto da conversa, nem o propósito da ligação.

A conversa teve como único objetivo resolver uma situação pontual entre terceiros. Sempre pensando na proteção da instituição. Inclusive, foi solicitado que a ação fosse retirada justamente para preservar o SPFC.

Repudio de forma veemente qualquer afirmativa ou insinuação sobre a existência de "esquema de venda de ingressos". Essa narrativa não condiz com a realidade e será devidamente esclarecida e provada no momento oportuno.

Lamento profundamente que uma conversa privada tenha ganhado âmbito público e sido compartilhada de forma distorcida.

Diante desse cenário, pedi licença das atribuições voluntárias para me dedicar integralmente aos esclarecimentos necessários e não prejudicar a gestão.

Reafirmo: estou totalmente à disposição para quaisquer esclarecimentos, com tranquilidade, responsabilidade e compromisso com a verdade."

Entenda o caso

O São Paulo anunciou nesta segunda-feira (15) que Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, diretora feminina de cultura e eventos, pediram licença dos respectivos cargos na gestão do clube.

Em um áudio divulgado pelo ge.globo, Schwartmann afirma que Mara Casares recebeu o camarote 3A para venda de ingressos para o show da cantora Shakira, realizado no Morumbis em fevereiro. O camarote teria sido entregue por Marcio Carlomagno, superintendente do clube e braço direito do presidente Júlio Casares.

O direito ao uso do camarote, por sua vez, teria sido repassado à empresária Rita de Cassia Adriana Prado, que alegou ter comercializado ingressos para o show, mas recebido valores abaixo dos negociados. Ela então registrou um Boletim de Ocorrência e passou a ser pressionada por Douglas e Mara.

"Você nunca soube que aquilo era feito de forma clandestina? A palavra é essa. Ou você não sabia?", questionou o diretor Douglas Schwartzmann na gravação, na qual afirma que Marcio Carlomagno estava ciente da negociação. “O Marcio vai ser mandado embora, porque foi ele quem concedeu o camarote para ela (Mara)”, acrescenta.