Diretora do São Paulo nega fraude em venda de ingressos para camarote
Após pedir afastamento do cargo, Mara Casares diz que áudio foi tirado de contexto e que não teve ganho próprio de "nenhuma natureza"

Após denúncias de supostas vendas ilegais de ingressos para shows em um camarote do Morumbis, a diretora feminina de cultura e eventos Mara Casares se pronunciou, na tarde desta segunda-feira (15). Ela rebateu todas as acusações.
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Mara Casares, que já foi casada com o atual presidente tricolor Júlio Casares, pediu afastamento do cargo para se defender. A gestora declarou que o áudio vazado, em que trata do suposto esquema de venda de ingressos, tem falas fora de contexto. Mara também negou que tenha recebido qualquer ganho pessoal (veja o posicionamento completo abaixo).
"O áudio que circula foi tirado de contexto e traz uma conotação que não reflete a verdade dos fatos nem a minha intenção. Em nenhum momento, houve benefício pessoal. Não tive ganho próprio de nenhuma natureza. Minha consciência está absolutamente tranquila."
Após a divulgação da notícia, apurada inicialmente pelo portal ge.globo, o grupo de conselheiros de oposição Salve o Tricolor Paulista pediu o afastamento cautelar do presidente Júlio Casares.
Veja o posicionamento de Mara Casares na íntegra
"Quero me manifestar sobre essa situação. O áudio que circula foi tirado de contexto e traz uma conotação que não reflete a verdade dos fatos nem a minha intenção.
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Em nenhum momento, houve benefício pessoal. Não tive ganho próprio de nenhuma natureza. Minha consciência está absolutamente tranquila.
É importante esclarecer que a conversa trazida no áudio contém expressões inadequadas. Reconheço isso. Essas falas, quando isoladas, não representam o real contexto da conversa, nem o propósito da ligação.
A conversa teve como único objetivo resolver uma situação pontual entre terceiros. Sempre pensando na proteção da instituição. Inclusive, foi solicitado que a ação fosse retirada justamente para preservar o SPFC.
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Repudio de forma veemente qualquer afirmativa ou insinuação sobre a existência de "esquema de venda de ingressos". Essa narrativa não condiz com a realidade e será devidamente esclarecida e provada no momento oportuno.
Lamento profundamente que uma conversa privada tenha ganhado âmbito público e sido compartilhada de forma distorcida.
Diante desse cenário, pedi licença das atribuições voluntárias para me dedicar integralmente aos esclarecimentos necessários e não prejudicar a gestão.
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Reafirmo: estou totalmente à disposição para quaisquer esclarecimentos, com tranquilidade, responsabilidade e compromisso com a verdade."
Entenda o caso
O São Paulo anunciou nesta segunda-feira (15) que Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, diretora feminina de cultura e eventos, pediram licença dos respectivos cargos na gestão do clube.
Em um áudio divulgado pelo ge.globo, Schwartmann afirma que Mara Casares recebeu o camarote 3A para venda de ingressos para o show da cantora Shakira, realizado no Morumbis em fevereiro. O camarote teria sido entregue por Marcio Carlomagno, superintendente do clube e braço direito do presidente Júlio Casares.
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O direito ao uso do camarote, por sua vez, teria sido repassado à empresária Rita de Cassia Adriana Prado, que alegou ter comercializado ingressos para o show, mas recebido valores abaixo dos negociados. Ela então registrou um Boletim de Ocorrência e passou a ser pressionada por Douglas e Mara.
"Você nunca soube que aquilo era feito de forma clandestina? A palavra é essa. Ou você não sabia?", questionou o diretor Douglas Schwartzmann na gravação, na qual afirma que Marcio Carlomagno estava ciente da negociação. “O Marcio vai ser mandado embora, porque foi ele quem concedeu o camarote para ela (Mara)”, acrescenta.
