
Marllon, do Remo, foi expulso contra o Santos
Kauã Vegas/Estadão Conteúdo
O Remo foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil ao ser derrotado pelo Santos por 1 a 0 na noite de terça-feira (4). A partida foi marcada pela indignação da equipe paraense com a arbitragem, decorrente da expulsão do zagueiro Marllon ainda na etapa inicial do confronto.
Após o apito final, o vice-presidente do clube, Glauber Gonçalves, criticou abertamente as atuações do árbitro Anderson Daronco e do responsável pelo árbitro de vídeo (VAR), Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, pela decisão tomada no lance com o atacante Caballero na entrada da área.
Críticas ao favorecimento de times do "eixo"
O dirigente expressou forte revolta contra a interferência da tecnologia no jogo e acusou prejuízo recorrente a equipes das regiões Norte e Nordeste.
"O VAR e o árbitro acabaram com o jogo. O Remo mais uma vez foi prejudicado. O VAR não era para interferir em nenhum lance, e chamou o árbitro para interferir na expulsão do nosso jogador", declarou Glauber Gonçalves.
O dirigente também relembrou outros episódios da arbitragem nacional para cobrar mudanças urgentes no futebol do país.
"Esse VAR foi o que fez o jogo Vitória e Palmeiras, e veja o que aconteceu. E agora mais uma vez prejudica os times da região Norte e Nordeste, e prevalece novamente os times do eixo. Isso é um absurdo, o que aconteceu hoje aqui em Belém do Pará. Nós temos urgentemente que profissionalizar a arbitragem brasileira", completou o dirigente.
Com um jogador a menos durante a maior parte do duelo, a equipe paraense suportou a pressão até a reta final do segundo tempo, quando acabou sofrendo o gol da derrota marcado por Rony, após assistência de Neymar.

