
Duilio Monteiro Alves, ex-presidente do Corinthians
Instagram/duiliomalves
O ex-presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, publicou uma carta aberta nesta quinta-feira (28) para anunciar sua renúncia ao título de sócio remido do clube.
No documento, o ex-mandatário confirmou que está entregando o seu posto de conselheiro vitalício e se retirando, de forma definitiva, do quadro de associados do Parque São Jorge. Segundo o próprio cartola, a decisão drástica foi tomada "para que o Corinthians possa, enfim, cuidar do presente e do futuro".
A saída ocorre em meio a graves acusações do Ministério Público sobre o uso indevido do cartão corporativo do clube, mesma polêmica que causou a expulsão de Andrés Sanchez na última segunda-feira (25).
"Em 2023, eu saí da presidência do Corinthians pela porta da frente, com todas as contas aprovadas (...). Fizeram da minha vida um inferno, e eu caminho por ele, com a certeza de que tudo vai ser esclarecido", desabafou Duílio na carta.
As investigações do MP
Duílio Monteiro Alves, que governou o clube de 2021 a 2023, tornou-se réu pelo crime de apropriação indébita em março deste ano. De acordo com as investigações conduzidas pela Promotoria de São Paulo, o ex-dirigente utilizou o cartão corporativo do Corinthians para despesas de cunho pessoal.
A Promotoria aponta gastos em diversos estabelecimentos comerciais:
- Freeshops e sites de venda de roupas;
- Restaurantes e hotéis;
- Salão de cabeleireiro e loja náutica.
No total, as despesas cobradas pelo Ministério Público contabilizam R$ 41.822,62.
Pedido de indenização e derrota na Justiça
Além da cobrança dos valores gastos, o promotor responsável pelo caso, Cassio Conserino, pede que o ex-presidente pague uma indenização por danos materiais ao clube no valor de R$ 31.366,96.
A defesa de Duílio Monteiro Alves tentou conter o avanço do caso na esfera jurídica em abril, quando entrou com um pedido para trancar as investigações sobre as supostas irregularidades nos cartões e nas despesas da presidência corintiana.
No entanto, a Justiça negou o pedido do ex-dirigente, mantendo o andamento do processo que culminou em sua retirada oficial do clube nesta semana.
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