
Duílio Monteiro Alves
Reprodução
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu o ex-presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, pelo crime de apropriação indébita. A acusação envolve o uso do cartão de crédito corporativo do clube para pagamento de despesas pessoais durante o período em que esteve à frente da diretoria.
Segundo a denúncia, apresentada pelo promotor Cássio Roberto Concerino, os gastos teriam ocorrido entre os anos de 2021 e 2023, período em que Duílio comandou a administração do clube paulista.
De acordo com o Ministério Público, o ex-dirigente utilizou o cartão corporativo do Corinthians para pagar despesas que não teriam relação com atividades institucionais da presidência. Entre os gastos citados na investigação estão pagamentos em restaurantes, serviços de cabeleireiro, compras em lojas de aeroporto, além de despesas com bebidas, cigarros e diárias em hotéis de alto padrão.
Para a Promotoria, os registros apontam que os valores utilizados não estariam vinculados a compromissos oficiais ou atividades representativas do clube, caracterizando possível uso indevido de recursos da instituição.
A denúncia foi aceita pela juíza Elaine Cristina Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal de São Paulo. Na decisão, a magistrada afirmou que existem indícios suficientes de autoria e materialidade do crime para permitir o andamento da ação penal.
Com a aceitação da denúncia, Duílio Monteiro Alves passa oficialmente à condição de réu no processo. A partir de agora, o caso segue para as próximas etapas da tramitação judicial, incluindo a apresentação de defesa e eventual produção de provas.
Duílio presidiu o Corinthians entre 2021 e 2023, período marcado por desafios financeiros e administrativos dentro do clube. O caso agora passa a ser analisado pela Justiça criminal.
O episódio também repercute internamente no Corinthians por envolver um dirigente ligado a uma família tradicional na história do clube. Duílio é filho de Adilson Monteiro Alves, ex-diretor de futebol do Corinthians e uma das figuras associadas ao movimento conhecido como Democracia Corintiana, que marcou o futebol brasileiro na década de 1980.
A defesa do ex-presidente ainda poderá apresentar seus argumentos no decorrer do processo judicial.
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