Esporte na Band

Empresário de Vini Jr. tenta comprar SAF do Athletic, mas investidor aciona Justiça

Tiberis diz que teve direitos violados "de forma grave e intencional", mas Athletic nega irregularidades em movimentações societárias

Allan Brito
ALLAN BRITO

16/02/2025 • 00:54 • Atualizado em 16/02/2025 • 00:54

Athletic foi um dos primeiros clubes a virar SAF e subiu pra Série B em 2024

Athletic foi um dos primeiros clubes a virar SAF e subiu pra Série B em 2024

Divulgação/ Instagram @athleticclubfutebol

Thássilo Soares, mais conhecido como Tatá, é o principal empresário do atacante Vinicius Jr. e pretende virar sócio majoritário da SAF do Athletic - clube que subiu recentemente pra Série B do Campeonato Brasileiro. Mas ele terá uma dificuldade: um grupo italiano, a Tiberis Holding do Brasil, já era sócio minoritário do Athletic e entrou com um processo na Justiça contra a venda de ações para Tatá. As informações foram divulgadas pelo site No Ataque e confirmadas pelo Band.com.br. O clube nega irregularidades nas movimentações societárias.

Compartilhar

O grupo Tiberis virou um dos sócios do Athletic no primeiro semestre de 2024. Alega que investiu R$ 8,25 milhões e ficou com 16,5% da SAF. Desde então o grupo entende que possui o direito de preferência sobre qualquer mudança societária - ou seja, se houver a entrada de um novo sócio, eles precisam ser informados e podem negociar a aquisição também. Porém, desde então, o grupo Tiberis entende que teve os direitos violados, "de forma grave e intencional", por causa de duas supostas mudanças na sociedade do Athletic.

A primeira mudança aconteceu quando Vinicius Diniz saiu da sociedade e repassou uma parte da sociedade para Fábio Mineiro, principal comandante do projeto do Athletic. Atualmente Vinicius Diniz faz parte de outro grupo de empresários que pretende investir na SAF do Santa Cruz. Sem ele no Athletic, Fábio Mineiro passou a deter a maior parte da SAF do Athletic.

Depois teria acontecido outra movimentação societária, justamente a entrada de Tatá, empresário de Vini Jr., na sociedade. A Tiberis entende que ele não fazia parte do quadro de afiliados, então o acordo de preferência teria sido quebrado. A Tiberis diz que só foi avisada sobre as negociações pela imprensa e critica a falta de transparência do Athletic.

O processo foi protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo e cita uma empresa de Tatá, All Agenciamento Esportivo, como um dos requeridos para apresentar defesa.

O Athletic se manifestou e negou irregularidades: “Todas as movimentações societárias seguem rigorosamente os trâmites legais e os acordos firmados entre os acionistas, respeitando as normas que regem a SAF e a legislação vigente”.

O clube não quis responder perguntas sobre o caso e nem detalhou como pretende se defender na Justiça.

Veja a nota oficial divulgada pelo Athletic:

O Athletic Club reforça seu compromisso com a transparência, governança responsável e a estabilidade institucional. Todas as movimentações societárias seguem rigorosamente os trâmites legais e os acordos firmados entre os acionistas, respeitando as normas que regem a SAF e a legislação vigente.

O clube mantém seu foco no desenvolvimento esportivo e na gestão sustentável, sempre buscando fortalecer sua estrutura e consolidar um modelo de administração profissional, alinhado às melhores práticas do mercado.

Seguimos acompanhando eventuais desdobramentos institucionais e reafirmamos que qualquer decisão será tomada com responsabilidade e em conformidade com os interesses do Athletic Club.

Veja a nota oficial divulgada pela Tiberis:

“Sobre as notícias publicadas na imprensa, a Tiberis Holding do Brasil tem a dizer que a série de iniciativas judiciais ajuizadas decorre da convicção de que seus direitos, como acionista da A.C. Esporte SAF, foram violados, de forma grave e intencional, tanto nas alienações indiretas do controle da SAF, quanto na gestão da empresa. Representa, assim, regular exercício do seu direito de ação, para submeter às jurisdições competentes, a tutela para proteção de seus direitos e prevenção de responsabilidades. A Tiberis confia no trabalho do Judiciário, aguardando respeitosamente a apreciação de seus pleitos, sem presunção, mas com a convicção de que suas pretensões são legítimas"