Esporte na Band

Entenda por que John Textor, dono do Botafogo, foi afastado da Eagle

Documento divulgado pela holding confirma destituição em 27 de janeiro, dia em que empresário tentou retomar controle do grupo multiclubes

Da redação
DA REDAÇÃO

24/02/2026 • 13:04 • Atualizado em 24/02/2026 • 13:04

John Textor

John Textor

Vitor Silva/Botafogo

Resumo

John Textor, dono da SAF do Botafogo, foi afastado da diretoria da Eagle Football Holdings, conforme documento revelado pelo jornal francês L’Équipe. A destituição ocorreu em 27 de janeiro, após tentativa frustrada de retomar o controle da holding.

A crise envolve a cobrança de 425 milhões de euros feita pelo fundo Ares Management, valor ligado à compra do Lyon em 2022. Parte da dívida foi quitada, mas cerca de 250 milhões de euros seguem em aberto.

Segundo a imprensa francesa, o impasse pode ter reflexos no Botafogo, que integra a rede multiclubes da Eagle. O fundo credor avalia medidas para garantir o pagamento da dívida.

John Textor, dono da SAF do Botafogo, foi afastado do cargo de diretor da Eagle Football Holdings, holding que concentra ações e direitos jurídicos dos clubes da rede multiclubes, como Lyon, Molenbeek e o próprio time carioca. A confirmação aparece em um documento jurídico publicado nesta terça-feira (24), que, segundo o jornal francês L’Équipe, oficializa a saída do empresário após a crise interna registrada no fim de janeiro.

Compartilhar

De acordo com a publicação, Textor foi destituído da função em 27 de janeiro, poucas horas depois de tentar retomar o controle do grupo antes da assembleia geral da Eagle Football Group, antiga OL Groupe. Ainda segundo o L’Équipe, o empresário buscou destituir dois administradores independentes com apoio de seus advogados, mas a tentativa não avançou diante da reação da empresária Michele Kang e do fundo Ares Management, credor da holding, que comunicou o desligamento com efeito imediato.

Ares cobra dívida ligada à compra do Lyon

A saída ocorre em meio ao aumento da pressão financeira sobre a Eagle. Conforme noticiado pela Bloomberg, o fundo Ares Management iniciou a cobrança formal de 425 milhões de euros emprestados à holding para a compra do Lyon, em 2022. Até agora, 175 milhões de euros teriam sido pagos após a venda de ações de Textor no Crystal Palace.

Com isso, restariam cerca de 250 milhões de euros em aberto. O L’Équipe afirma que o Ares acionou cláusulas contratuais e endureceu a postura nas negociações, alegando perda de confiança na condução do empresário.

Reflexos no Botafogo entram no radar

A crise também pode ter impacto no Botafogo por envolver a estrutura do grupo multiclubes. Segundo o L’Équipe, antes de ser removido do cargo, Textor teria contratado um empréstimo em nome do clube carioca junto ao fundo Hutton Capital, operação que não teria aprovação da DNCG, órgão que regula as finanças do futebol francês.

Ainda de acordo com o jornal francês, o Ares pode buscar medidas para garantir o pagamento da dívida, incluindo ações que levem à venda de ativos da holding. O cenário segue em acompanhamento nos bastidores do Lyon, onde, segundo a publicação, cresce a expectativa de avanço do fundo no controle do clube, com Michele Kang participando das conversas sobre os próximos passos da reestruturação.