Esporte na Band

Ex-mulher de Maradona detona médicos indiciados em julgamento: "Assassinos"

Verónica Ojeda acusa equipe de manipular a família e negligenciar a saúde do astro argentino

Da redação
DA REDAÇÃO

30/04/2026 • 15:10 • Atualizado em 30/04/2026 • 15:18

Veronica Ojeda, ex de Maradona, e seus advogados

Veronica Ojeda, ex de Maradona, e seus advogados

REUTERS/Cristina Sille

Resumo

Depoimento de Verónica Ojeda acusa médicos de negligência e manipulação da família de Maradona, com críticas direcionadas ao neurocirurgião Leopoldo Luque, à psiquiatra Agustina Cosachov e ao psicólogo Carlos Díaz, além de responsabilizar o agente Matías Morla pelo comando da equipe.

Morte de Diego Maradona ocorreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, por ataque cardíaco enquanto recebia cuidados domiciliares após cirurgia, sendo sete profissionais de saúde julgados por homicídio culposo com dolo eventual, cuja pena máxima é de 25 anos de prisão.

Processo envolve, além de Luque, Cosachov e Díaz, os médicos Nancy Forlii e Pedro Di Spagna, o enfermeiro Ricardo Almirón e Mariano Perroni, representante da empresa de enfermagem, com Verónica Ojeda já tendo prestado depoimento em ação anterior anulada em 2023.

Verónica Ojeda, ex-mulher de Diego Maradona, detonou os médicos acusados de negligência no caso da morte do ex-jogador, em 2020. A professora, que teve um filho com o ex-jogador, prestou depoimento nesta quinta-feira (30) e direcionou as críticas ao neurocirurgião Leopoldo Luque, à psiquiatra Agustina Cosachov e ao psicólogo Carlos Díaz.

Compartilhar

Às lágrimas, Ojeda chamou os réus de "assassinos" e afirmou que a equipe médica manipulou a família de Maradona. Segundo o depoimento, o agente do ex-jogador, Matías Morla, era quem comandava a comitiva e os profissionais de saúde. "Mataram o pai do meu filho", declarou.

O contexto da morte

Diego Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de um ataque cardíaco. Na ocasião, ele recebia cuidados domiciliares nos arredores de Buenos Aires, após passar por uma cirurgia para a retirada de um hematoma subdural.

Sete profissionais de saúde estão sendo julgados por desempenharem funções nesses cuidados, embora todos neguem a negligência. A acusação é de homicídio culposo com dolo eventual, situação em que o autor assume o risco de causar o dano. A pena máxima para o crime é de 25 anos de prisão.

Réus no processo

Além de Luque, Cosachov e Díaz, o processo inclui os médicos Nancy Forlii e Pedro Di Spagna, o enfermeiro Ricardo Almirón e Mariano Perroni, representante da empresa de enfermagem. Verónica Ojeda, que viveu com Maradona entre 2005 e 2014, já havia testemunhado em um processo anterior, que acabou anulado no fim do ano passado.