Esporte na Band

Ex-Palmeiras revive duelos contra CR7 e projeta nova temporada na Arábia

Andrei Girotto também revelou as diferenças de marcar Cristiano Ronaldo e Messi

RAUL GODOY

14/08/2026 • 06:30 • Atualizado em 14/08/2026 • 09:53

Resumo

Trajetória de Andrei Girotto inclui título da Copa do Brasil pelo Palmeiras em 2015, passagem marcante pelo futebol francês no Nantes e experiência atual no futebol saudita, onde enfrentou craques como Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar e Mbappé, destacando as diferenças entre marcar cada um desses jogadores.

Desempenho contra Cristiano Ronaldo registra cinco confrontos, com três vitórias do português, um empate e uma vitória brasileira, ressaltando o foco competitivo do craque e a oportunidade de trocar camisas, enquanto Girotto enfatiza a dificuldade de atuar diante dos principais jogadores do mundo.

Expectativa para a temporada no Al Faisaly envolve desafio de manter o clube na primeira divisão da Arábia Saudita, enfrentando equipes favoritas como Al Hilal, Al Nassr, Al Ittihad e Al Ahli, enquanto Girotto mantém o desejo de retornar ao futebol brasileiro, mas segue no exterior devido a questões financeiras e oportunidades de carreira.

Campeão da Copa do Brasil pelo Palmeiras em 2015, Andrei Girotto viveu momentos inesquecíveis desde que decidiu se aventurar no futebol saudita em agosto de 2023. Ao longo dos três anos em que vestiu a camisa do Al Taawoun e, agora, do Al Faisaly, duelos contra Cristiano Ronaldo, por exemplo, viraram rotina na vida do zagueiro.

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São cinco confrontos contra o camisa 7, com três vitórias para o português, um empate e uma vez do brasileiro levando a melhor. E, claro, o humor do craque muda de acordo com o resultado, conforme Girotto recorda em entrevista à Band.com.br, que transmite o jogo de estreia do astro português nesta temporada do Saudita.

O Cristiano Ronaldo vai muito do resultado. Quando a gente ganha ou empata contra eles, ele não tem resenha. Ele fica p***. Já perdi contra ele, assim ele já fica mais aberto ao diálogo.

Em uma das oportunidades, Girotto chegou a trocar camisa com Cristiano Ronaldo. Apesar de ter aproveitado a chance de guardar a recordação, dentro de campo o foco precisa estar 100% na movimentação do craque.

“Já pude trocar de camisa com ele. É um cara gente boa, mas ele leva o esporte a 100%, acho que o resultado para ele é o principal. Ele tem que estar sempre performando, então a gente fica sempre atento porque é um cara que busca sempre o gol, busca sempre a vitória para o time dele”, continua.

Duelos contra Cristiano Ronaldo e Messi

Cristiano Ronaldo, porém, não é o único craque que Girotto teve que marcar ao longo da carreira. Nomes como Kylian Mbappé, Neymar e Lionel Messi já estiveram cara a cara com o zagueiro nascido em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Os embates contra o camisa 10 argentino aconteceram quando o brasileiro vestiu as cores do Nantes, da França. Com a experiência, Girotto sabe diferenciar bem as dificuldades de marcar Cristiano Ronaldo e Messi.

Dentro da área, o Cristiano Ronaldo é mais difícil por ter todas essas características: cabeceio, perna direita, perna esquerda. Fora da área, Messi com o drible, com a finalização. Os dois têm características diferentes, mas cada um com a sua principal característica. São difíceis de marcar, mas cada um procura utilizar melhor as características que têm.

Expectativa para uma nova temporada na Arábia Saudita

Logo em sua estreia pelo Al Faisaly, Girotto terá que lidar com Karim Benzema na tarde desta sexta-feira (14), pela primeira rodada do Campeonato Saudita. O duelo contra o Al Hilal será fundamental para a nova equipe do brasileiro começar a temporada com o pé direito e alcançar o quanto antes o seu principal objetivo no ano.

“É um clube que está subindo da Yellow League, que é a segunda divisão. Então, lógico que a gente tem toda uma reconstrução para a Roshn League [primeira divisão]. A gente vai ter mais dificuldades, mas estamos trabalhando para já começar bem a temporada. A gente pega já de primeira rodada o Al Hilal, temos uma pedreira pela frente, mas estamos focando em longo prazo para, se Deus quiser, fazer uma boa temporada uma reconstrução do Al Faisaly. Espero que a equipe se mantenha na primeira”, completou.

Se reconhece que o campeonato do Al Faisaly será para permanecer na primeira divisão, Girotto também reconhece quais times devem brigar pelo título Saudita em 2026/27: Al Hilal, Al Nassr, Al Ittihad e Al Ahli.

“São os quatro que brigam pelo título. Depois, também que subiu agora, o Al Diriyah vem formando um time forte, com investimentos altos. É mais um clube para brigar na parte de cima da tabela. O Al Quadisiya, que vem mantendo a base, acho que é um um time que tem grande potencial para figurar de novo no topo da tabela. O Neon também, eu acho que depois de uma temporada mais regular, essa temporada vem forte. Cada temporada vai dificultando mais, principalmente para as equipes menores. Não vai ser uma temporada fácil para a gente”, completa.

Passado e futuro no Brasil

Antes de deixar o país pela primeira vez, Girotto se destacou na histórica campanha do título da Copa do Brasil do Palmeiras, em 2015. Nas quartas de final contra o Internacional, ele marcou o terceiro gol da vitória por 3 a 2 e garantiu a classificação palestrina às semis.

“Sempre tem a lembrança desse gol, né? Quando a gente ganha títulos num clube, a gente fica marcado. Depois, com a conquista da Copa do Brasil, ficamos marcados nessa reconstrução. O palmeirense sempre tem o carinho. Quando lembra desse gol, dessa conquista, manda mensagem de carinho. Fico feliz de ter escrito um pouco o nome na história do Palmeiras”, recorda.

Agora, o zagueiro ainda mantém o sonho de voltar ao futebol brasileiro, o que por pouco não aconteceu antes de assinar com o Al Faisaly.

“Quase pude voltar ao Brasil, mas algumas questões impediram a volta, principalmente a questão financeira de clubes que não podiam contratação. O jogador de futebol não pode perder a oportunidade, já tinha o Faisaly e acabei por seguir aqui. Tem muitos clubes aí com transfer ban e que não podem contratar, eu teria que esperar a resolução desse caso. Tinha que esperar ou vir para cá, optei por não perder a oportunidade”, completa.