
Rogério Caboclo será candidato à presidência do São Paulo
Divulgação/CBF
Resumo
Rogério Caboclo confirmou que será candidato à presidência do São Paulo na eleição prevista para dezembro.
O ex-presidente da CBF será um dos nomes da oposição e agora busca apoio de 55 conselheiros para consolidar uma chapa.
Seu projeto está dividido em cinco áreas e prevê medidas para governança, finanças, futebol profissional, base e clube social.
O ex-presidente da CBF Rogério Caboclo confirmou nesta segunda-feira (10) que será candidato à presidência do São Paulo na eleição marcada para o fim deste ano. O dirigente colocou oficialmente o nome na disputa para o mandato de 2027 a 2030.
Caboclo será um dos nomes da oposição à gestão de Harry Massis Júnior. A candidatura ganhou força nas últimas semanas, após conversas e articulações com diferentes grupos políticos do Conselho Deliberativo.
Agora, o ex-presidente da CBF trabalha para consolidar uma chapa. Para formalizar a candidatura dentro do clube, será necessário reunir o apoio de 55 conselheiros.
A eleição está prevista para a primeira quinzena de dezembro.
Rogério Caboclo oficializa candidatura no São Paulo
Em comunicado divulgado à imprensa, Caboclo afirmou que decidiu colocar o nome à disposição para comandar o clube. A experiência acumulada como dirigente será um dos pilares apresentados pelo candidato durante a campanha.
Sócio do São Paulo desde 1990 e conselheiro vitalício desde 1998, ele já ocupou cargos administrativos no Tricolor. Foi diretor-adjunto de Marketing e diretor financeiro entre 2000 e 2002.
Fora do clube, construiu carreira na administração do futebol brasileiro. Caboclo passou pela Federação Paulista de Futebol, exerceu diferentes funções na CBF e chegou à presidência da entidade.
Também participou da organização da Copa do Mundo de 2014, chefiou a delegação brasileira no Mundial de 2018 e integrou estruturas da Fifa e da Conmebol.
O projeto apresentado para o São Paulo será dividido em cinco áreas: governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social. Entre os pontos anunciados estão mudanças na gestão da dívida, reforço das estruturas de compliance e uso de tecnologia na formação e contratação de jogadores.
A plataforma completa deverá ser apresentada durante o processo eleitoral.
Veja a nota completa de Rogério Caboclo
“Rogério Caboclo decidiu colocar seu nome à disposição para disputar a presidência do São Paulo Futebol Clube. A construção de sua candidatura terá como principais fundamentos a experiência acumulada como dirigente e os resultados obtidos nos diferentes cargos que ocupou no futebol.
Advogado e administrador de empresas, Caboclo é sócio do São Paulo desde 1990 e conselheiro vitalício desde 1998. Foi diretor-adjunto de Marketing e diretor financeiro do clube entre 2000 e 2002. Quando assumiu a Diretoria Financeira, o São Paulo apresentava um déficit relevante. Após dois anos de medidas de controle financeiro, redução de despesas e renegociação de dívidas, Caboclo deixou o cargo com o clube registrando saldo em caixa.
Nesse período, o São Paulo venceu o Campeonato Paulista de 2000 e o Torneio Rio-São Paulo de 2001, além de revelar jogadores como Kaká e Júlio Baptista.
Sua trajetória de mais de duas décadas de atuação no futebol também inclui a vice-presidência da Federação Paulista de Futebol e diferentes funções na Confederação Brasileira de Futebol, onde foi CEO e presidente. Caboclo foi diretor de Relações Institucionais do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e integrou os comitês executivos da FIFA e da CONMEBOL.
Os números de sua passagem pela CBF merecem destaque. Entre 2010 e 2019, a receita total da entidade passou de R$ 263 milhões para R$ 957 milhões, com R$ 190 milhões de superávit, enquanto os ativos cresceram de R$ 229 milhões para R$ 1,248 bilhão. Os investimentos diretos no futebol alcançaram R$ 540 milhões.
Entre as realizações no período da CBF também estão a implantação da Central Única do VAR e os investimentos na qualificação e remuneração da arbitragem, além da criação das iniciativas CBF Social, School e Academy, voltadas à formação e à capacitação de profissionais do futebol no Brasil. Na área de Branding, foi realizada a reengenharia da marca da entidade com a alteração do escudo da seleção.
Durante a pandemia, sua gestão implantou protocolos sanitários que permitiram a continuidade das competições nacionais, contribuindo para reduzir os impactos financeiros que a paralisação poderia provocar nos clubes.
No futebol feminino, muito foi desenvolvido, como a ampliação dos investimentos, a inclusão nos regulamentos da obrigatoriedade de manutenção de equipes profissionais femininas pelos clubes participantes da Série A do Campeonato Brasileiro e a equiparação da remuneração entre homens e mulheres convocados para as seleções brasileiras.
Sua gestão também foi marcada por resultados esportivos. Foram nove títulos no período, média de uma conquista a cada 3 meses, com ênfase para as conquistas da Copa América em 2019, Mundial Sub-17 em 2019 e as Olimpíadas em 2021. Resultados suportados por performance, entre todas as competições disputadas foram 70,21% de vitórias, 17,73% de empates e 12,06% de derrotas.
Para o São Paulo Futebol Clube, o projeto está organizado em cinco frentes: governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social. Entre as propostas estão o fortalecimento das estruturas de compliance e gestão de riscos, a reorganização do perfil da dívida, a utilização de tecnologia e inteligência de mercado na formação e contratação de atletas e a adoção de maior responsabilidade financeira na condução do futebol. A plataforma de gestão será oportunamente divulgada.
As acusações apresentadas contra Rogério Caboclo durante sua passagem pela CBF foram examinadas pela Justiça e não resultaram em condenação criminal. Em um dos casos, o Ministério Público propôs uma transação penal, posteriormente homologada pela Justiça, que não implicou reconhecimento de culpa e estabeleceu a destinação de R$ 100 mil a duas organizações não governamentais — uma dedicada ao combate à violência contra a mulher e outra ao cuidado de animais abandonados. Nenhum valor foi pago à denunciante. Os demais procedimentos foram arquivados ou encerrados pela Justiça. De acordo com as certidões judiciais expedidas, Caboclo não responde a nenhum processo criminal.”
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