Sala digital

Americanos descobrem própria seleção durante Copa do Mundo

Após goleada na estreia, torcedores pesquisam se seleção é boa no futebol e qual o nome do time; audiência bateu recorde histórico no país

3 min

16/06/2026 18:20 • Atualizado há 17 horas

REUTERS/Lisi Niesner

O SoFi Stadium, em Los Angeles, recebeu mais de 70 mil torcedores para a estreia da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dentro de campo, a vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai foi descrita como uma das atuações mais dominantes da história recente da equipe. Fora dele, os dados de comportamento digital revelam que o país vive um fenômeno de descoberta tardia.

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Enquanto a partida registrava recordes de audiência, o Google Trends identificou picos de buscas por perguntas básicas, como "os Estados Unidos são bons no futebol?" (is usa good at soccer). O interesse súbito atingiu inclusive a identidade da equipe, com um crescimento expressivo na procura pelo nome oficial da seleção masculina, conhecida pela sigla USMNT.

O despertar de um novo público

Essa curiosidade digital coincide com a maior audiência da história para um jogo da seleção americana em língua inglesa. A transmissão da Fox Sports alcançou 15,99 milhões de telespectadores. Quando somados os dados de outras plataformas e da transmissão em espanhol pela Telemundo, o alcance total da estreia superou 24,8 milhões de pessoas.

Os números colocam o futebol em um patamar de atenção comparável às finais de ligas consolidadas no país, como a NBA e a MLB. O comportamento das buscas sugere que a Copa do Mundo atraiu os chamados "caçadores de eventos", um público que não acompanha a modalidade regularmente, mas se sente atraído pela magnitude do torneio realizado em casa.

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A concorrência com o basquete em Nova York

O sucesso inicial dos Estados Unidos enfrentou uma disputa direta por atenção cultural. Em Nova York, a estreia da seleção e os primeiros dias do Mundial dividiram espaço com as finais da NBA. O New York Knicks, que não vencia um título desde 1973, mobilizou a metrópole e chegou a esgotar camisas de seus astros nas lojas de esportes na mesma semana da abertura da Copa.

Apesar dessa divisão inicial, o desempenho da equipe comandada por Mauricio Pochettino começou a mudar a percepção local. O técnico argentino declarou após o jogo que os outros esportes americanos deveriam "ficar atentos", pois o futebol demonstrava ser "gigante" no país.

O efeito Pochettino e a Geração de Ouro

A narrativa da imprensa americana, antes marcada por dúvidas devido a derrotas em amistosos contra Portugal e Bélgica, mudou drasticamente após os 4 a 1. O atacante Folarin Balogun, que marcou dois gols na partida, tornou-se o rosto dessa nova fase. A federação americana realizou um esforço de recrutamento intenso para garantir que o jogador, nascido em Nova York e criado na Inglaterra, escolhesse defender os Estados Unidos.

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O próximo teste será nesta sexta-feira (19), quando os Estados Unidos enfrentam a Austrália, em Seattle, pela segunda rodada do Grupo D. A equipe de Mauricio Pochettino lidera a chave após a goleada sobre o Paraguai e pode garantir a classificação antecipada para o mata-mata em caso de nova vitória.