'Estreia dos sonhos’: como a imprensa dos EUA reagiu à goleada por 4 a 1

Estados Unidos enfrentam o Paraguai pela Copa do Mundo de 2026
REUTERS/Lisi Niesner
A contundente vitória da seleção masculina dos Estados Unidos por 4 a 1 sobre o Paraguai, na última sexta-feira (12), em Los Angeles, não apenas garantiu os primeiros três pontos para os coanfitriões no Grupo D da Copa do Mundo de 2026, mas também transformou o clima de desconfiança que cercava a equipe em uma onda de euforia e otimismo. A imprensa norte-americana repercutiu o resultado em tom de celebração e alívio, tratando a exibição no SoFi Stadium como o "cartão de visitas" que o torneio precisava em solo nacional.
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O Fenômeno Balogun e Marcas Históricas
O grande protagonista das manchetes foi o atacante Folarin Balogun, do AS Monaco. Autor de dois gols no primeiro tempo — além de um terceiro anulado por impedimento detectado pela arbitragem —, o jovem de 24 anos que optou por defender os Estados Unidos em detrimento da Inglaterra foi alçado ao status de herói nacional na abertura do torneio.
O jornal The New York Times sintetizou o sentimento geral do país ao classificar a partida como uma estreia dos sonhos para a seleção norte-americana, definindo o momento como algo para celebrar e, fundamentalmente, para voltar a acreditar no potencial da equipe dentro do torneio.
Os jornais locais destacaram o ineditismo estatístico do feito. Balogun tornou-se o primeiro jogador norte-americano a marcar mais de uma vez em uma partida de Copa do Mundo desde 1930, quando Bert Patenaude anotou um hat-trick justamente contra o Paraguai. Os quatro gols assinalados representam a maior produção da história da seleção dos Estados Unidos em um único jogo da competição.
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Glitz, Glamour e Alívio sob o Comando de Pochettino
Para o The Washington Post, a estreia teve contornos de uma superprodução cinematográfica, condizente com a proximidade de Hollywood. O jornal destacou a presença de astros do entretenimento e do esporte mundial nas tribunas do SoFi Stadium — rebatizado temporariamente como Los Angeles Stadium por exigência da FIFA —, como Tom Cruise, David Beckham, Paris Hilton, Jason Sudeikis e a cantora Katy Perry, que se apresentou antes do apito inicial.
Contudo, além da festa nas arquibancadas, o tom analítico da mídia se concentrou no impacto tático trazido pelo técnico argentino Mauricio Pochettino. Contratado para substituir Gregg Berhalter após a eliminação precoce na Copa América de 2024, Pochettino vinha enfrentando dificuldades para dar consistência ao time, vindo de derrotas duras em amistosos recentes contra Bélgica (5 a 2) e Portugal (2 a 0).
O jornal USA Today foi enfático ao afirmar que a postura agressiva da equipe "salvou" o clima do torneio perante o público local, que historicamente exige espetáculo e alta pontuação. A publicação ressaltou que a seleção abandonou o tradicional estilo pragmático de "sustentar o resultado" para adotar uma postura vertical e criativa, sufocando a saída de bola paraguaia e construindo a vantagem inédita de 3 a 0 ainda na etapa inicial.
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Preocupação com Pulisic e Solidez Coletiva
Apesar da noite considerada "quase perfeita" pela ESPN, a substituição de Christian Pulisic no intervalo acendeu um sinal de alerta. O capitão da equipe foi o motor do time nos primeiros 45 minutos, participando diretamente da jogada do gol contra de Damián Bobadilla e distribuindo a assistência para o primeiro gol de Balogun. Pulisic acalmou os torcedores em entrevista na zona mista, explicando que a saída foi por precaução após sofrer uma pancada na panturrilha esquerda.
Na avaliação coletiva, os analistas americanos elogiaram o trio de meio-campo formado por Tyler Adams, Weston McKennie e Malik Tillman, que dominou o setor e impediu que o Paraguai reagisse, com exceção do gol de honra marcado por Maurício, meia do Palmeiras, aos 27 minutos do segundo tempo. O encerramento da partida com o golaço de trivela de Giovanni Reyna, selando o placar após uma sequência de 26 passes consecutivos, foi visto como a redenção final de um grupo jovem que amadureceu desde a Copa de 2022.
Situação no Grupo D e Próximos Passos
Com o resultado positivo e o respaldo unânime de seus analistas, a seleção dos Estados Unidos afasta a pressão da estreia e consolida a base de apoio necessária para o restante da fase de grupos. O foco da comissão técnica agora se volta para a recuperação física dos atletas visando o confronto em Seattle, cientes de que, como destacou Pochettino, "o mais importante não é como se começa, mas sim o que acontece ao longo do caminho".
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Próximo jogo do Paraguai: 20/06, às 00h (de Brasília) – Turquia x Paraguai.
Complemento da rodada: Turquia e Austrália se enfrentam neste domingo (14), à 1h (de Brasília).
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