Clamor por Neymar repete caso de Romário e outros astros do Brasil
A torcida da Seleção Brasileira costuma fazer pressão antes da convocação da Copa do Mundo

Romário e Neymar
Divulgação/ Romário TV
O futebol brasileiro está vivendo uma história repetida: a forte pressão popular pela convocação de um grande craque para a Copa do Mundo. O nome da vez é Neymar. O debate divide opiniões entre a torcida, mas muitos jogadores, técnicos e comentaristas são a favor da convocação dele na segunda-feira (18). E isso resgata casos parecidos.
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É uma dinâmica que mudou com o tempo. Nas décadas passadas, sem redes sociais e com menos veículos de comunicação, a pressão era menor, mas já existia. Até Pelé foi muito pedido na Copa. Ao longo do tempo, essa pressão ficou cada vez maior e atingiu o o ápice em episódios envolvendo Romário, Ronaldinho Gaúcho e o próprio Neymar.
O Band.com.br relembra o clamor popular por convocações na história da Seleção Brasileira:
Pelé (1958)
Na Copa da Suécia, ainda havia desconfiança da comissão técnica e especialistas sobre Pelé, pois ele tinha apenas 17 anos. Alguns eram cautelosos. Mas muitos pediram a convocação. Logo ele virou até titular e foi decisivo para o título.
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Dirceu Lopes (1970)
O meia do Cruzeiro era peça fundamental e titular incontestável de João Saldanha durante as Eliminatórias. Com a queda do treinador e a chegada de Zagallo, às vésperas do Mundial do México, Dirceu Lopes acabou cortado sob a justificativa tática de que ele e Pelé exerciam funções semelhantes. A exclusão gerou profunda revolta, principalmente na torcida mineira.
Neto (1990)
O meia vivia o auge técnico da carreira, liderando o Corinthians rumo ao primeiro título brasileiro. O clamor popular partia mais da torcida do Corinthians. Não era geral, mas acontecia. O técnico Sebastião Lazaroni optou por deixá-lo fora da lista para a Itália, priorizando atletas de maior vigor físico ou que atuavam na Europa.
Romário (2002)
O caso do "Baixinho" teve o maior clamor popular até agora. Ele tinha sido decisivo no título de 1994 e foi cortado por lesão em 1998, então a torcida queria uma nova chance em 2002. Mas foi preterido por Luiz Felipe Scolari devido a problemas disciplinares e quebra de confiança.
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A exclusão gerou uma mobilização inédita: pesquisas apontavam 69% de apoio popular e até o presidente FHC pediu a presença do jogador na Copa. Romário chegou a chorar em entrevista coletiva. Na véspera da convocação, um carro de Felipão foi cercado por torcedores. Mas nada adiantou. Felipão apostou na recuperação física de Ronaldo e conquistou o penta.
Neymar e Ganso (2010)

Em 2010, os "Meninos da Vila" encantavam o país com um futebol vistoso e irreverente no Santos. Criou-se uma comoção nacional para que o técnico Dunga incluísse a jovem dupla na lista para a Copa da África do Sul.
Muitos acreditavam que o Ganso seria o maior destaque da dupla. E ele até ficou em uma pré-lista. Mas Dunga não tinha testado os dois e estava com um time redondo.
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O Brasil acabou eliminado nas quartas de final, sem gastar uma substituição que podia - até hoje torcedores apontam que poderia ter sido a entrada de Neymar ou Ganso para buscar algo diferente.
Ronaldinho Gaúcho (2014)
Após liderar o Atlético-MG na conquista da Libertadores de 2013, o veterano Ronaldinho despertou um forte apelo popular, capitaneado pela torcida mineira, para figurar na Copa em casa. O técnico Luiz Felipe Scolari chegou a dar oportunidades ao craque em amistosos, mas o desempenho discreto pesou contra. O Bruxo sempre teve dificuldade para ser protagonista pela Seleção. No fim, ele escapou de estar presente no 7 a 1. Ou teria sido uma opção melhor para a vaga do lesionado Neymar na semifinal?
Gabigol (2022)

O clamor mais recente partiu principalmente da torcida do Flamengo. Gabigol vivia boa fase, mas nunca convenceu Tite. Dias antes da convocação final, Gabigol marcou o gol do título da Libertadores de 2022, inflamando a torcida rubro-negra e parte da mídia carioca. Na comemoração pela conquista, a torcida chegou a gritar "Tite, vai se f... o Gabigol não precisa de você". Tite preferiu manter o grupo que já tinha feito boa campanha nas Eliminatórias e chegava como favorito. Mas perdeu nos pênaltis para a Croácia, sem o bom batedor Gabigol.
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