Esporte

Conheça estratégia extracampo de Scaloni que levou Argentina à final

Treinador mudou a forma como lidar com seus atletas e está próximo de conquistar o bicampeonato mundial

2 min

19/07/2026 06:00 • Atualizado há 14 horas

Scaloni e Lionel Messi

Scaloni e Lionel Messi

Reuters

A inveja saudável de ver os "hermanos" em mais uma decisão de Copa do Mundo inevitavelmente faz o mundo do futebol olhar para as quatro linhas. Neste domingo (19), a equipe de Scaloni vai jogar mais uma final de Copa do Mundo e o treinador pode ser bicampeão no Mundial.

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No entanto, a verdadeira engrenagem por trás da mística e do sucesso recente da Argentina atende pelo nome de Lionel Scaloni. Longe dos holofotes dos craques, o treinador consolidou-se como o pilar emocional de uma geração vitoriosa.

O sucesso de Scaloni com o grupo não é por acaso. O comandante argentino conquistou a devoção de seus atletas ao fugir completamente do tradicional "tatiquês" e das fórmulas táticas engessadas. O grande diferencial desta campanha tem sido, fundamentalmente, o lado humano.

Scaloni com Simeone, Paredes e Messi durante treino para jogos da Copa do Mundo | Foto: Reuters

Scaloni com Simeone, Paredes e Messi durante treino para jogos da Copa do Mundo | Foto: Reuters

Ser emotivo não é um problema

Scaloni quebrou o paradigma do técnico intocável. Ele chora junto com o grupo, externa suas emoções e, acima de tudo, escuta. Seja para ajustar o posicionamento tático após o feedback de uma liderança do elenco ou simplesmente para conversar sobre a vida fora dos gramados, o diálogo é a principal ferramenta de seu trabalho.

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Scaloni após jogo da Argentina na Copa do Mundo | Foto: Reuters

Scaloni após jogo da Argentina na Copa do Mundo | Foto: Reuters

Essa proximidade é alimentada fora do ambiente de pressão. A verdadeira identidade dessa seleção é forjada nos momentos de lazer, embalada pelo tradicional assado argentino e pelas acirradas partidas de truco na concentração. Scaloni provou que, muitas vezes, priorizar a saúde mental e o ambiente leve pode ser mais eficiente do que horas excessivas de treinos táticos exaustivos. Os resultados de campo são a prova cabal dessa filosofia.

Ele é um dos torcedores, mas em campo

Enquanto as arquibancadas inflamam-se com a atmosfera de despedida da última Copa do Mundo de Lionel Messi, a comissão técnica atua como a extensão desse sentimento.

A conexão entre o técnico e o camisa 10 é um dos capítulos mais marcantes dessa jornada. Scaloni já não esconde a emoção ao substituir o craque para as palmas do público ou ao projetar o fim deste ciclo. Cada entrevista coletiva do treinador reforça o privilégio e o peso de capitanear os últimos passos do gênio com a camisa albiceleste.

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Scaloni e Messi após jogo da Argentina na Copa do Mundo | Foto: Reuters

Scaloni e Messi após jogo da Argentina na Copa do Mundo | Foto: Reuters

De interino ao topo da Argentina

No comando da seleção principal desde 2018, Scaloni já quebrou o jejum de títulos do país, faturou o tricampeonato mundial e, agora, tem a chance de elevar ainda mais o seu status na história do futebol argentino.

A maior lição que a "Scaloneta" deixa para o futebol moderno é conceitual: para erguer taças e alcançar o topo do mundo, não é preciso ser um comandante durão. O afeto e a liderança empática também vencem.