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Esporte

De Pelé a Kléberson: reservas viraram titulares do Brasil e ganharam Copas

Os títulos da Seleção Brasileira mostram a importância de mudar a equipe durante a campanha

4 min

03/06/2026 07:00 • Atualizado há 18 horas

Pelé e Kléberson

Pelé e Kléberson

Reprodução/ X @cbf_futebol

A Seleção Brasileira tem um histórico marcante nos 5 títulos de Copa do Mundo: em todas campanhas, jogadores reservas viraram titulares e foram importantes para a conquista. Alguns deles já eram grandes nomes, como Pelé e Garrincha. Outros se tornaram heróis improváveis, como Amarildo e Kléberson.

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  • Copa de 1958: Pelé e Garrincha se firmaram como titulares no 3º jogo
  • Copa de 1962: Amarildo substituiu Pelé a partir do 3º jogo
  • Copa de 1970: Everaldo aproveitou chance e ganhou a vaga de Marco Antônio no 3º jogo
  • Copa de 1994: Mazinho virou titular no 4º jogo
  • Copa de 2002: Kléberson se firmou como titular no 5º jogo

Em 2026, temos reservas se destacando antes da Copa. O técnico Carlo Ancelotti já deu sinais de que pode mudar os planos. E ainda tem a possibilidade de Neymar se recuperar bem da lesão e causar essa mudança.

Leia mais sobre os casos que podem inspirar Ancelotti:

Copa 1958: Pelé e Garrincha

Por que Pelé e Garrincha foram reservas no início? O Rei não estava 100% fisicamente e era muito jovem. Garrincha era considerado indisciplinado taticamente, na visão do técnico Vicente Feola.

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O que mudou: no 3º jogo, o Brasil enfrentou o "futebol científico" da União Soviética. Os jogadores sugeriram à comissão técnica que as entradas de Pelé e Garrincha podiam deixar o Brasil mais imprevisível para surpreender a rigidez adversária. Deu certo: Pelé e Garrincha se destacaram na vitória por 2 a 0 e não saíram mais do time.

Resultado: Pelé fez 1 gol decisivo nas quartas de final, 3 gols na semifinal e 2 gols na final. Garrincha atraiu a atenção da defesa com belas jogadas e deu duas assistências na final.

Copa de 1962: Amarildo

Como substituir Pelé? O Rei sofreu uma lesão muscular no 2º jogo da Copa. O substituto foi um jovem de 22 anos, Amarildo, que não era o favorito da torcida, mas tinha dois pontos fortes: a confiança de Aymoré Moreira e o entrosamento com Garrincha e Zagallo.

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A lenda: existem relatos de que, no intervalo da estreia de Amarildo, contra a Espanha, o preparador físico Paulo Amaral ofereceu um pequeno cálice de conhaque para acalmar os nervos dele. Funcionou: o Brasil perdia por 1 a 0, mas Amarildo marcou 2 gols no segundo tempo.

A consagração: após atuações seguras nas quartas e semis, a glória veio na final, contra a Tchecoslováquia. Amarildo fez um gol e deu uma assistência na virada do Brasil.

Copa de 1970: Everaldo

Quem era o titular? Marco Antônio, ídolo do Fluminense, era destaque do time, mas sofreu uma lesão leve no segundo jogo.

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O que mudou: Everaldo, do Grêmio, virou titular e passou mais segurança defensiva. Então o técnico Zagallo resolveu mantê-lo como titular para liberar o lateral do outro lado, Carlos Alberto Torres, que brilhou ofensivamente.

Copa de 1994: Mazinho

O problema inicial: o Brasil iniciou a Copa com Mauro Silva, Dunga, Zinho e Raí no meio-campo. Mas o meia-atacante do São Paulo não estava 100% e sobrecarregava o time defensivamente.

O coringa: Mazinho foi convocado porque podia jogar na lateral e fazer diferentes funções no meio-campo. Aos poucos, ganhou a vaga de Raí para fazer um papel mais intenso, de quem marcava e ajudava na criação.

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O caminho até o título: Mazinho era reserva, mas entrou no lugar de Raí durante os 3 jogos da primeira fase. Quando começou o mata-mata, ele já assumiu a titularidade nas oitavas de final. Foi regular e importante em toda campanha.

Copa de 2002: Kléberson

O caso mais inesperado: Kléberson começou a ser convocado na reta final da preparação para 2002. E o meio-campo já tinha grandes nomes. Emerson era o capitão, mas se lesionou e foi cortado. O Brasil começou com Gilberto Silva e Juninho Paulista mais recuados, atrás do trio Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.

O problema: embora Juninho fosse brilhante com a bola, o time sofria na hora de voltar para marcar. O primeiro jogo, contra a Turquia, já mostrou problemas.

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A solução: Kléberson foi titular no 3º jogo, contra a Costa Rica, quando titulares foram preservados. O Brasil fez 5 a 2. No 1º mata-mata, Juninho começou jogando, mas o Brasil tomou sustos contra a Bélgica. Kléberson entrou, melhorou o time e deu assistência para o gol de Rivaldo. Virou titular absoluto depois disso e fez uma grande final, inclusive com assistência.

Quem vai virar titular do Brasil em 2026?

Na goleada do Brasil por 6 a 2 diante do Panamá, os reservas se destacaram mais do que os titulares e foram determinantes no triunfo da Seleção. Com isso, o Band.com.br pergunta pra você: quem tem que ganhar a vaga entre os 11 titulares da Seleção Brasileira?