Ídolo da Alemanha cobra resgate de identidade e descarta copiar a Espanha
Capitão do tetra em 2014 aponta caminhos para seleção sair da crise e critica sequência de fracassos do país

Alemanha vai enfrentar o Paraguai na Copa
REUTERS/Thomas Mukoya
Resumo
Campeão mundial Phillip Lahm manifesta insatisfação com os insucessos recentes da seleção alemã, rejeitando a ideia de copiar o estilo de jogo da Espanha para recuperar o prestígio perdido após seguidas eliminações em Copas do Mundo e torneios europeus.
Declarações do ex-lateral destacam a importância de redescoberta da identidade futebolística alemã, defendendo o retorno ao modelo baseado em organização defensiva, futebol físico, resiliência e papéis claramente definidos para garantir repetição e consistência nos treinos e partidas.
Cobrança de Lahm exige mudanças drásticas e decisões firmes por parte dos dirigentes, incluindo possíveis alterações de pessoal e maior rigor na gestão de atletas e comissões técnicas, visando respostas rápidas para superar a crise prolongada da seleção.
Campeão mundial com a seleção da Alemanha em 2014 e responsável por erguer a taça de campeão no Maracanã — após a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina —, o ex-lateral Phillip Lahm manifestou publicamente seu inconformismo com os frequentes insucessos do futebol de seu país na Copa do Mundo e também nos torneios do continente europeu. Apesar do momento delicado, o ex-atleta rechaçou de forma categórica a ideia de a equipe alemã "copiar" a bicampeã Espanha para reaver o prestígio perdido e encerrar o período de crise.
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A seleção da Alemanha acumula uma sequência de decepções desde a conquista do tetra mundial no Brasil, selada com um gol decisivo no tempo extra contra os argentinos — desfecho similar ao registrado no título espanhol diante dos hermanos.
De lá para cá, o único troféu erguido pelos alemães foi a Copa das Confederações de 2017. A sequência de resultados negativos inclui duas eliminações seguidas na primeira fase em Copas do Mundo e, mais recentemente, a queda na fase de 16 avos de final diante do Paraguai, na disputa por penalidades.
Redescoberta da identidade e críticas ao estilo de jogo
Na avaliação de Lahm, capitão do time vencedor na Copa de 2014, a prioridade máxima da tetracampeã mundial deve ser a recuperação de suas raízes futebolísticas:
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Precisamos redescobrir a identidade da seleção alemã. Não precisamos copiar a Espanha e seu estilo de jogo baseado na posse de bola, pois temos nossas próprias forças.
Em entrevista concedida à revista alemã Kicker, o ex-jogador de 42 anos detalhou os pilares que entende como fundamentais para que a seleção recupere o alto nível competitivo, supere o momento adverso e volte a brigar por títulos expressivos:
"Organização defensiva, futebol físico, resiliente, e depois o ataque, é isso que sempre nos definiu como seleção nacional. Devemos voltar a isso, com papéis claramente definidos e uma formação clara para que a repetição e a consistência possam se desenvolver tanto nos treinos quanto nas partidas."
Cobrança por mudanças drásticas e saídas
Além da reestruturação conceitual no estilo de jogo dentro de campo, Phillip Lahm fez questão de cobrar posturas mais firmes por parte dos dirigentes em relação aos atletas e comissões técnicas, visando respostas imediatas e assertivas para estancar a crise:
E, em algum momento, mudanças de pessoal têm de ser feitas se alguém consistentemente falhar no desempenho. Se nos tornarmos mais decisivos e consistentes nessas áreas novamente, encontraremos o caminho para sair dessa crise, mesmo que ela já dure há muito tempo.
Com informações da Estadão Conteúdo
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