Infantino não se arrepende da Copa nos EUA: "Tenho ótima relação com Trump"
Presidente da Fifa se vangloriou porque conseguiu garantir a presença do Irã na Copa

Infantino
REUTERS/Henry Romero
Gianni Infantino, presidente da Fifa, falou sobre polêmicas extra-campo que aconteceram antes da Copa do Mundo. Ele concedeu entrevista coletiva no Estádio Azteca, no México, nesta quarta (10), e foi perguntado se está arrependido por ter colocado os Estados Unidos como sede, diante de tantos problemas com vistos, políticas migratórias e questões políticas.
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"Não me arrependo de nada. Organizo eventos há 30 anos. Estou acostumado a lidar com problemas. Os problemas no Catar eram provavelmente maiores. E é normal ter problemas em um evento dessa magnitude. Lidamos com todos eles e mantemos o mesmo espírito positivo", iniciou Infantino.
Questionado sobre vistos negados pelos Estados Unidos, Infantino respondeu a um jornalista britânico que a Fifa não pode mudar a decisão americana: "A Copa do Mundo feminina de 2035 deve ser no Reino Unido. Você gostaria que a Fifa dissesse quem pode entrar no seu país?", questionou, em retórica.
Ele também foi perguntado sobre o presidente Donald Trump e soltou elogios: "Tenho uma ótima relação com o Presidente Trump. Estou muito feliz com ele. Temos trabalhado colaboração Sem o envolvimento e participação dele, creio que teria sido simplesmente impossível organizar uma Copa do Mundo nos Estados Unidos".
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Os Estados Unidos estão atacando o Irã, mas a seleção iraniana vai disputar a Copa do Mundo. Essa confirmação demorou para acontecer, mas Infantino considera que foi uma vitória da Fifa.
"Acho que já foi um sucesso trazer o Irã para jogar nos Estados Unidos. Não sei quem teria conseguido fazer isso e, claro, todos aqui acreditam que é a coisa certa a se fazer", respondeu ele.
Infantino também foi perguntado sobre o árbitro somali, Omar Artan, que teve o visto negado e foi excluído da Copa. E deixou claro que não quis se envolver no assunto: "É lamentável o que aconteceu, mas não controlamos tudo. Às vezes, tentamos. Mas às vezes, é bom relaxar. Às vezes, começar a gritar tem o efeito contrário. Não somos os reis do mundo, capazes de mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva".
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