Messi enfrenta o país que recusou para buscar a eternidade com a Argentina
Craque cresceu no Barcelona, rejeitou jogar pela seleção espanhola e agora tenta conquistar mais uma Copa com a camisa que escolheu defender

Lionel Messi comemora classificação da Argentina
REUTERS/Paul Childs
Resumo
Lionel Messi enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 em um duelo carregado de simbolismo. O país onde construiu a carreira tentou levá-lo para sua seleção antes da estreia pela Argentina.
A AFA agiu rapidamente em 2004, organizou amistosos e convocou o jovem atacante para impedir que ele defendesse a Espanha. A decisão marcou o início da trajetória de Messi com a camisa albiceleste.
Agora, 22 anos depois, o camisa 10 busca mais um título mundial justamente diante da seleção que recusou, em um capítulo que pode ampliar ainda mais seu legado na história do futebol.
Lionel Messi estará diante do país que ajudou a transformá-lo em um dos maiores jogadores da história. Neste domingo (19), aos 39 anos, o camisa 10 lidera a Argentina contra a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, em mais um capítulo de uma trajetória marcada por títulos, recordes e uma escolha feita ainda na adolescência.
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Messi deixou Rosário para crescer no Barcelona, construiu a carreira profissional no futebol espanhol e despertou o interesse da federação local. Mesmo com a possibilidade de defender a Espanha, o atacante manteve o desejo de vestir a camisa argentina.
Mais de duas décadas depois, o país que tentou levá-lo para sua seleção será o último obstáculo entre Messi e uma nova conquista mundial.
A corrida da Argentina por Messi
Em 2004, Messi ainda era praticamente desconhecido dentro da estrutura da Associação do Futebol Argentino. Enquanto isso, a Espanha acompanhava de perto o desenvolvimento do jovem nas categorias de base do Barcelona.
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A situação começou a mudar quando gravações com lances do atacante chegaram a Claudio Vivas, então auxiliar de Marcelo Bielsa na seleção principal. As imagens também foram apresentadas a Hugo Tocalli, responsável pelas categorias de base.
A velocidade, os dribles e a capacidade de finalização chamaram a atenção. A partir daquele momento, a Argentina percebeu que precisava agir antes que Messi fosse integrado ao projeto espanhol.
A AFA organizou amistosos às pressas e custeou a viagem do jogador, algo incomum para a entidade naquele período. O objetivo era aproximá-lo definitivamente da seleção argentina.
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A primeira camisa albiceleste
A estreia ocorreu em um amistoso contra o Paraguai, no estádio do Argentinos Juniors. Messi começou no banco, entrou no segundo tempo e marcou um dos gols da vitória por 8 a 0.
Com a camisa 17, o jovem arrancou pela esquerda, superou a marcação, passou pelo goleiro e balançou a rede. Foi o primeiro sinal do que construiria nas duas décadas seguintes pela Argentina.
O atacante depois disputou o Sul-Americano Sub-20 de 2005 e terminou a competição com cinco gols. No mesmo ano, tornou-se protagonista na conquista do Mundial da categoria, na Holanda.
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Messi marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre a Nigéria na final e encerrou o torneio como uma das principais promessas do futebol mundial.
Messi disse não à Espanha
O interesse espanhol continuou durante a formação do atacante no Barcelona. A federação via em Messi um jogador capaz de se tornar protagonista da seleção nos anos seguintes.
Segundo Hugo Tocalli, dirigentes espanhóis admitiram que tentaram convencê-lo. O jogador recusou porque sonhava em representar o país onde nasceu.
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A escolha abriu caminho para uma ligação que atravessou momentos de cobrança, derrotas, finais perdidas e a consagração com o título mundial de 2022.
Messi também enfrentou a Espanha nas quartas de final do Mundial Sub-20 de 2005. O atacante marcou um dos gols da vitória argentina por 3 a 1, no primeiro grande encontro contra a seleção que tentou recrutá-lo.
Da estreia à eternidade
Messi disputou sua primeira Copa do Mundo em 2006, ainda com 18 anos. Entrou durante a goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro e marcou um dos gols.
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Em 2010, chegou ao torneio como principal jogador do mundo, mas terminou sem balançar a rede. Quatro anos depois, conduziu a Argentina até a final no Brasil e recebeu a Bola de Ouro da competição, apesar da derrota para a Alemanha.
A campanha de 2018 terminou nas oitavas de final. A consagração veio no Catar, em 2022, quando Messi marcou sete gols, deu três assistências e liderou a seleção na conquista do tricampeonato.
Agora, em sua sexta Copa, o argentino alcança a terceira final da carreira.
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Novo título contra o país que o revelou
Messi chega à decisão de 2026 com oito gols e quatro assistências em sete partidas. Durante a campanha, tornou-se o maior artilheiro da história das Copas, com 21 gols, e alcançou a marca de 12 assistências no torneio.
A final contra a Espanha reúne as duas partes centrais de sua história. De um lado, o país onde cresceu, estreou profissionalmente e construiu a maior parte da carreira. Do outro, a seleção que escolheu representar e pela qual atravessou toda a trajetória internacional.
Vinte e dois anos depois da movimentação argentina para impedir que vestisse a camisa espanhola, Messi reencontra aquele antigo caminho.
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