Esporte

Bolas da Copa do Mundo: a evolução de 1930 a 2026

Do couro com cadarço a bolas tecnológicas, relembre cada modelo dos Mundiais

5 min

09/06/2026 07:00 • Atualizado há 8 dias

Trionda é o nome da bola da Copa de 2026; veja a evolução das versões oficiais desde 1930

Trionda é o nome da bola da Copa de 2026; veja a evolução das versões oficiais desde 1930

Divulgação/ X @adidas

Desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, as bolas oficiais ajudaram a contar a história dos Mundiais da Fifa, passando do couro costurado à mão às modernas versões tecnológicas.

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Ao longo de quase um século, cada edição apresentou um modelo próprio, com materiais, desenhos e soluções criados para melhorar o desempenho em campo e se adaptar às transmissões de rádio, TV e às novas formas de consumo do futebol.

A seguir, veja a trajetória das bolas de todas as Copas, de 1930 a 2026.

Divulgação/Fifa

Divulgação/Fifa

1930 - Modelo T e Tiento

Na Copa de 1930, no Uruguai, houve um fato curioso na decisão: a Argentina usou a Tiento no primeiro tempo, enquanto o Uruguai escolheu a Modelo T, com tiras em formato de "T", na etapa final.

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1934 - Federale 102

Na Itália, em 1934, a Federale 102, com 13 painéis de couro costurados à mão com linha de algodão, foi o padrão do torneio, embora outras bolas, como a Globe e a Zig-Zag, também tenham sido usadas, inclusive na decisão.

1938 - Allen

Em 1938, na França, a Allen manteve o padrão da época, com 13 painéis de couro e construção semelhante à Federale 102, marcando as últimas Copas com esse tipo de bola tradicional.

1950 - Superball Duplo T

Após a interrupção causada pela Segunda Guerra, a Copa voltou em 1950, no Brasil, com a Superball Duplo T, pioneira ao eliminar os cadarços e usar uma válvula interna para inflar a bola, o que melhorou o controle e a segurança nos chutes.

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1954 - Swiss World Champion

Na Suíça, a Swiss World Champion se destacou pelo tom amarelado, que facilitava a visão nas arquibancadas, mas, sem ser impermeável, absorvia água e ficava mais pesada em partidas sob chuva, como na final.

1958 - Top Star

Na Suécia, a Top Star foi escolhida em um concurso às cegas da Fifa entre 102 modelos; a versão branca dominou o Mundial e apareceu na decisão vencida pelo Brasil.

1962 - Mr Crack

No Chile, a Mr Crack estreou uma válvula de látex, que ajudava a bola a manter a forma por mais tempo, mas ainda sofria com absorção de água, levando seleções europeias a recorrerem a modelos alternativos durante o torneio.

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1966 - Challenge 4-Star

Em 1966, na Inglaterra, a Challenge 4-Star, fabricada pela inglesa Slazenger, ficou famosa na cor laranja e com 25 painéis, sendo a bola usada na polêmica final entre ingleses e alemães.

1970 - Telstar

O Mundial de 1970, no México, marcou a estreia da adidas como fornecedora oficial com a Telstar, de 32 painéis (12 pentágonos pretos e 20 hexágonos brancos), criada para aparecer melhor nas transmissões de TV.

1974 - Telstar Durlast

Na Copa de 1974, na então Alemanha Ocidental, a Telstar Durlast manteve o desenho de 1970, mas ganhou o revestimento Durlast, que deixou a bola mais resistente à água e à lama.

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1978 - Tango Durlast

Na Argentina, a Tango Durlast introduziu o célebre padrão de tríades curvas que criavam a ilusão de 12 círculos, um visual que se tornaria marca registrada das Copas seguintes.

1982 - Tango España

Em 1982, na Espanha, a Tango España preservou a estética da Tango, mas trocou o antigo revestimento por poliuretano e costuras impermeabilizadas, reduzindo a absorção de água nos gramados.

1986 - Azteca

No México, a Azteca entrou para a história como a primeira bola inteiramente feita em material sintético nas Copas, muito mais durável e resistente à água, com gráficos inspirados na cultura asteca.

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1990 - Etrusco Unico

Na Itália, a Etrusco Unico seguiu o desenho da família Tango, decorando as tríades com três cabeças de leões, uma referência direta à arte do antigo povo etrusco.

1994 - Questra

Nos Estados Unidos, a Questra homenageou o país-sede ao estampar nas tríades temas ligados à exploração espacial, como planetas, estrelas e foguetes, reforçando o vínculo com o programa aeroespacial americano.

1998 - Tricolore

Em 1998, na França, a Tricolore se tornou a primeira bola multicolorida das Copas, combinando azul, branco e vermelho da bandeira francesa.

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2002 - Fevernova

No Mundial conjunto de Coreia do Sul e Japão, a Fevernova rompeu com o visual clássico da Tango ao adotar grandes trígonos estilizados, inspirados em turbinas eólicas, em um design mais arrojado.

2006 - Teamgeist

Na Alemanha, a Teamgeist abandonou os tradicionais painéis pentagonais e hexagonais e passou a usar 14 painéis unidos termicamente, deixando a bola quase perfeitamente esférica; para a final, a adidas lançou a versão dourada Teamgeist Berlin.

2010 - Jabulani

Na África do Sul, a Jabulani trouxe 11 cores para representar jogadores, cidades-sede e idiomas do país, além de uma textura especial para melhorar a aderência; à época, jogadores e goleiros reclamaram bastante dos efeitos que a bola fazia.

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2014 - Brazuca

No Brasil, a Brazuca recebeu o nome escolhido em votação popular e apresentou apenas seis painéis idênticos em forma de hélice, com linhas coloridas que remetiam às fitas do Senhor do Bonfim.

2018 - Telstar 18

Na Rússia, a Telstar 18 homenageou a clássica Telstar de 1970 com um design pixelado e introduziu um chip NFC, que permitia a torcedores interagir com a bola pelo celular; no mata-mata, entrou em campo a Telstar Mechta, com detalhes vermelhos.

2022 - Al Rihla

No Catar, a Al Rihla foi apresentada como a bola mais veloz pelo ar na história das Copas e incorporou a tecnologia "Connected Ball", que enviava dados para auxiliar o VAR em lances de impedimento; nas semifinais e final, o modelo dourado Al Hilm, inspirado no deserto, assumiu o protagonismo.

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2026 - Trionda

Em 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, a Trionda será a bola oficial do Mundial para a edição que abrangerá toda a América do Norte. Ela sucederá a geração de modelos conectados e tecnológicos inaugurada na Copa anterior.

Datas principais da Copa do Mundo 2026

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