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Torcedor da RD Congo que homenageia herói político tem visto negado

Conhecido como “Lumumba Vea”, Michel Kuka Mboladinga não recebeu autorização para entrar nos EUA e não estará no duelo contra o Uzbequistão

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27/06/2026 20:03 • Atualizado há 6 horas

"Lumumba Vea" durante o confronto da RD Congo com a Colômbia

"Lumumba Vea" durante o confronto da RD Congo com a Colômbia

REUTERS/Eloisa Sanchez

A República Democrática do Congo terá um desfalque simbólico fora de campo no jogo decisivo contra o Uzbequistão, neste sábado (27), pela última rodada do Grupo K. Michel Kuka Mboladinga, o "Lumumba Vea", não recebeu visto para entrar nos Estados Unidos e ficará fora da partida em Atlanta.

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Mboladinga se tornou uma das figuras mais marcantes da torcida congolesa ao permanecer imóvel durante os jogos da seleção, com o braço erguido, em homenagem a Patrice Lumumba, primeiro-ministro do Congo após a independência e uma das figuras históricas mais reverenciadas do país. A pose reproduz a estátua de Lumumba em Kinshasa, capital congolesa.

O torcedor havia conseguido acompanhar a RD Congo na derrota por 1 a 0 para a Colômbia, em Guadalajara, no México, na última terça-feira (23). Antes disso, sua chegada ao Mundial já havia sido atrasada por restrições a viajantes vindos da RD Congo em meio a um surto de ebola no país.

A embaixadora congolesa em Washington, Kapinga Yvette Ngandu, disse à Reuters que espera que Mboladinga consiga o visto caso a seleção avance ao mata-mata. “Espero que ele leve seu próprio tipo de apoio à equipe”, afirmou.

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Mboladinga já havia enfrentado problemas com visto neste ciclo da Copa. Em março, ele perdeu o playoff mundial contra a Jamaica, no México, por não conseguir a documentação a tempo, mesmo após viajar para Quênia e Etiópia na tentativa de obter autorização.

A ausência acontece em um dos jogos mais importantes da história recente da RD Congo. A seleção soma um ponto depois de empatar com Portugal e perder para a Colômbia e precisa vencer o Uzbequistão para seguir viva na Copa. Um triunfo levaria os congoleses a quatro pontos e garantiria a classificação para a segunda fase.

A partida também carrega peso histórico. Esta é apenas a segunda participação da RD Congo em Copas do Mundo e a primeira desde 1974, quando o país ainda competia como Zaire. O retorno ao torneio tem sido tratado internamente como uma chance de apagar a imagem negativa deixada há 52 anos, quando a seleção perdeu os três jogos, sofreu 14 gols e não marcou nenhum.