Ex-Palmeiras trabalha na seleção dos EUA e exalta estrutura da MLS
Campeão pelo Palmeiras detalha investimentos milionários em CTs, atração de astros mundiais e plano para o futuro
O ex-goleiro Bruno, campeão da Copa do Brasil de 2012 pelo Palmeiras, vive um momento de consolidação na carreira como preparador de goleiros nas categorias de base do Chicago Fire e da seleção dos Estados Unidos.
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Em meio ao crescimento acelerado do futebol norte-americano, o profissional projetou seus próximos passos na profissão, sem fechar as portas para um eventual retorno ao futebol brasileiro no futuro.
Integrado ao ciclo das seleções americanas de base, Bruno revelou os objetivos que almeja alcançar antes de planejar uma volta ao Brasil.
"Eu nunca falo não, nunca falaria não, mas hoje eu gostaria de ficar aqui, quem sabe conseguir dar sequência na seleção. O meu objetivo é chegar no time profissional aqui da MLS, aí depois a consequência, se tiver uma oportunidade de voltar um dia para o Brasil, talvez ter uma temporada até para, quem sabe, trazer um pouquinho do conhecimento que eu adquiri aqui", declarou o preparador.
Para aprimorar sua formação, o ex-atleta também planeja buscar qualificações na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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"Pretendo voltar para o Brasil para fazer a minha licença de treinador de goleiro. Já fiz uma na Europa, fiz uma aqui nos Estados Unidos, quero fazer uma no Brasil também. Então, eu deixo a porta aberta para o que acontecer", completou.

Crédito: Instagram/brunoccardoso1
Crédito: Instagram/brunoccardoso1
Estrutura bilionária e campos aquecidos no Chicago Fire
Ao comparar a infraestrutura dos Estados Unidos com o cenário sul-americano, Bruno destacou o nível das instalações da MLS, afirmando que os centros de treinamento no país não devem nada aos grandes clubes brasileiros ou europeus.
No Chicago Fire, por exemplo, a inauguração do novo centro de treinamento contou com aportes privados expressivos para lidar inclusive com o inverno rigoroso da região.
"O dono gastou mais ou menos 100, 150 milhões de dólares de dinheiro privado dele mesmo. A gente tem o nosso prédio de todo mundo que trabalha com futebol lá dentro. A gente tem dois campos de grama e uma metade de um campo de grama para os goleiros só do time profissional, esses campos são aquecidos por baixo, porque aqui faz muito frio em Chicago e congela a grama", explicou.
Além do CT, o clube já anunciou a construção de um novo estádio próprio previsto para 2028, com orçamento estimado em quase 200 milhões de dólares, totalmente custeado por investimento privado.
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Atração de estrelas globais e fim da "liga de aposentados"
A evolução do futebol norte-americano também passa pela mudança no perfil das contratações de impacto. De acordo com Bruno, a Major League Soccer deixou de ser um destino exclusivo para atletas em final de carreira e passou a atrair nomes mundiais que ainda performam em alto nível técnico.
"Hoje os Estados Unidos se viraram para uma liga que antes assinava jogadores em decadência, quase se aposentando, para jogadores que hoje chegam talvez um pouquinho passado do auge, mas ainda com condição de estar no auge", pontuou.
Entre os principais astros citados pelo preparador que exemplificam a nova realidade da liga estão Robert Lewandowski (camisa 9 do Chicago Fire), Antoine Griezmann (Orlando City), Son Heung-min (LAFC) e Hugo Lloris, goleiro campeão mundial pela França.
