São Paulo

Dorival, Lucas e mais: candidato abre jogo sobre futuro no São Paulo

Marcelo Portugal Gouvêa também comentou a compra de Artur e a situação de Arboleda em entrevista à Rádio Bandeirantes

3 min

22/10/2026 12:39 • Atualizado há 3 dias

O candidato à presidência do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, falou sobre o futuro de Dorival Júnior, Lucas Moura, Artur e Arboleda no clube. Em entrevista ao programa Concentração, da Rádio Bandeirantes, nesta quinta-feira (22), o dirigente explicou como pretende lidar com os contratos e a montagem do elenco caso seja eleito.

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Em conversa com Alexandre Praetzel e Guilherme Agrela, Portugal Gouvêa deixou claro que a situação financeira do Tricolor será determinante nas decisões. A proposta do candidato prevê redução de gastos, maior utilização das categorias de base e contratações pontuais.

Dorival Júnior pode continuar no São Paulo?

O futuro de Dorival Júnior segue indefinido. O treinador tem contrato até dezembro, e Portugal Gouvêa afirmou que pretende conversar com ele antes de tomar qualquer decisão sobre uma possível renovação.

A permanência dependerá da adaptação do técnico ao projeto esportivo, que terá como prioridade o aproveitamento de jogadores formados em Cotia.

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"Pode ser que talvez ele goste do projeto e se adapte ao projeto e aceite receber menos. Pode ser uma coisa que ele queira, então não dá para descartar", afirmou.

O candidato também explicou que pretende trabalhar com um treinador experiente, capaz de desenvolver jovens atletas sem depender de grandes investimentos em reforços.

"Não adianta chegar em cada janela e me pedir seis, sete contratações, porque o São Paulo não vai contratar seis, sete jogadores", declarou.

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Lucas Moura terá contrato renovado?

A situação de Lucas Moura também dependerá das condições financeiras do São Paulo. O camisa 7 tem vínculo até dezembro, e Portugal Gouvêa reconheceu a importância do jogador para o clube, mas evitou garantir sua permanência.

"É um ídolo do São Paulo, ídolo da torcida. A gente precisa verificar se a pretensão salarial dele cabe no nosso orçamento", explicou.

Superbet no uniforme de Lucas Moura

Lucas Moura, meia do São Paulo

Crédito: Paulo Pinto / SPFC

O candidato afirmou que não pretende assumir compromissos financeiros que o clube não consiga cumprir durante a temporada.

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"Não vou ficar com o jogador e depois não ter condição de pagar ele durante o ano ou atrasar todo mundo", completou.

São Paulo tem dinheiro para comprar Artur?

Entre os jogadores citados, Artur apresenta uma situação diferente. O atacante pertence ao Botafogo e tem uma opção de compra estimada em 6 milhões de euros, aproximadamente R$ 33 milhões, conforme os valores mencionados na entrevista.

Portugal Gouvêa elogiou o desempenho do jogador, mas afirmou que, pelas informações às quais tem acesso, o São Paulo não possui recursos para exercer a opção de compra.

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Artur, meia do São Paulo

Artur, meia do São Paulo

Crédito: Miguel Schincariol / São Paulo FC

"O São Paulo não tem dinheiro para comprar o Artur, infelizmente", disse.

A avaliação, porém, não significa uma saída definitiva. O candidato admitiu tentar uma renegociação com o Botafogo, desde que exista interesse das partes e que os valores estejam dentro do orçamento tricolor.

Arboleda ficaria no São Paulo?

Questionado sobre Arboleda, Portugal Gouvêa afirmou que, com as informações disponíveis atualmente, não seria favorável ao retorno do zagueiro após os problemas que envolveram seu afastamento do clube.

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"Pelas informações que eu tenho, eu não traria de volta, mas pode ser que tenha outras informações que fariam eu mudar a minha decisão", declarou.

Arboleda, zagueiro do São Paulo

Crédito: Rubens Chiri / São Paulo FC

Crédito: Rubens Chiri / São Paulo FC

O candidato explicou que sua avaliação não está relacionada ao desempenho do defensor dentro de campo, mas às circunstâncias do episódio que provocou seu afastamento.

Durante a entrevista, Guilherme Agrela mencionou a declaração em que Arboleda relatou ter enfrentado um período de depressão. Portugal Gouvêa disse se lembrar da fala, mas afirmou que gostaria de uma explicação mais detalhada sobre o ocorrido, inclusive por parte do São Paulo.

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O dirigente ressaltou que não possui acesso a todas as informações internas e que poderia reconsiderar sua posição caso conhecesse novos elementos.

As definições sobre os quatro profissionais dependerão do resultado da eleição presidencial e de eventuais negociações conduzidas pela futura gestão.

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