Esporte na Band

Globo repudia insulto do presidente do Flamengo a comentarista da emissora

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, proferiu ofensas contra Renata Mendonça na última terça-feira

Da redação
DA REDAÇÃO

24/12/2025 • 10:25 • Atualizado em 24/12/2025 • 10:36

Bap e Renata Mendonça

Bap e Renata Mendonça

Reprodução

Resumo

O acontecimento envolveu o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), que proferiu ofensas pessoais à jornalista Renata Mendonça, da TV Globo, durante a apresentação dos resultados financeiros do clube para 2025, atacando características físicas e criticando a cobertura do futebol feminino.

O contexto das declarações incluiu comparações entre os números do futebol masculino e feminino, com o dirigente acusando as emissoras de televisão de reterem receitas e sugerindo que a jornalista deveria pressionar sua empresa por maior investimento na modalidade, utilizando frases de tom confrontador.

A repercussão gerou resposta oficial da TV Globo, que classificou o comportamento de Bap como misógino e condenou ataques pessoais, reiterando o respeito às mulheres e defendendo críticas pautadas por respeito e limites éticos.

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, proferiu ofensas pessoais contra a profissional da TV Globo Renata Mendonça durante a apresentação dos resultados financeiros do clube para 2025, realizada na última terça-feira. O dirigente utilizou termos pejorativos ao rebater críticas feitas pela imprensa sobre a gestão do futebol feminino na agremiação rubro-negra.

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O episódio ocorreu enquanto o mandatário discorria sobre o cenário econômico da modalidade. Ao abordar a audiência e os direitos de transmissão, Bap direcionou sua insatisfação a uma comentarista específica, sem citar o nome, mas utilizando características físicas para desqualificá-la diante da plateia presente e dos demais dirigentes.

O ataque verbal e o contexto financeiro

A declaração polêmica surgiu no momento em que Luiz Eduardo Baptista comparava os números do futebol masculino e feminino. O presidente argumentava sobre a distribuição dos lucros dos pacotes de marketing, sugerindo que as emissoras de televisão retêm a maior parte das receitas e não repassam valores justos aos clubes.

Segundo o dirigente, embora a audiência da modalidade feminina esteja em crescimento, ela ainda não se equipara à masculina. No entanto, ele enfatizou que a diferença de tratamento financeiro não deveria ser tão discrepante quanto a praticada atualmente pelo mercado de mídia.

Foi neste contexto que Bap iniciou o ataque pessoal. "Tem lá a 'nariguda da Globo' que fica falando mal da gente e tudo mais, do futebol, que não estimula", disparou o presidente. A fala gerou repercussão imediata devido ao tom agressivo e à natureza pessoal da ofensa, que fugiu do âmbito profissional ou técnico da discussão esportiva.

Cobrança por investimento na modalidade

Ainda durante sua fala, o mandatário do Flamengo sugeriu que a jornalista deveria atuar internamente na emissora para mudar a realidade financeira do esporte, em vez de apenas criticar o clube. Ele condicionou a melhora do cenário a um aumento no aporte financeiro por parte da empresa de comunicação.

"Dá vontade de falar: 'Filha, convence a sua empresa a colocar R$ 10 milhões, R$ 20 milhões por ano em direito de transmissão que a coisa fica melhor'", afirmou Bap. Para encerrar o raciocínio, o dirigente utilizou um ditado popular adaptado, reforçando sua postura de confronto: "Pau que dá em João tem de bater em Maria também".

Posicionamento da Globo e repercussão

A TV Globo reagiu prontamente às declarações. Em comunicado oficial divulgado pelo portal ge, a emissora condenou a postura de Luiz Eduardo Baptista. A nota classificou o comportamento do dirigente como um "ataque gratuito e misógino" contra uma de suas colaboradoras.

O texto da emissora reforçou ainda o repúdio a qualquer tipo de ofensa pessoal e reiterou o respeito às mulheres. A Globo destacou que defende o direito à crítica e à liberdade de opinião, desde que estas não cruzem a linha do insulto, como ocorreu no caso protagonizado pelo presidente do clube carioca.

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