Esporte na Band

Haiti vai à Copa com treinador que nunca pisou no país; veja 8 curiosidades

País volta ao Mundial após 52 anos, com técnico exilado, jogos fora de casa e uma relação única com o futebol brasileiro

Matheus Gavazzi
MATHEUS GAVAZZI

19/11/2025 • 12:41 • Atualizado em 19/11/2025 • 12:41

Povo haitiano toma as ruas para comemorar a vaga na Copa do Mundo de 2026

Povo haitiano toma as ruas para comemorar a vaga na Copa do Mundo de 2026

REUTERS/Egeder Pq Fildor

O Haiti está de volta à Copa do Mundo após 52 anos. A vitória por 2 a 0 sobre a Nicarágua, em Curaçao, garantiu o primeiro lugar do Grupo C e coroou uma campanha improvável, construída longe do próprio país e sob forte instabilidade política. A seleção caribenha retorna ao Mundial pela primeira vez desde 1974.

Compartilhar

1. O retorno depois de meio século

A última participação haitiana em Copas ocorreu na Alemanha, em 1974. Foram 14 gols sofridos em três jogos, mas a campanha marcou o país.

2. Nenhum jogo em casa

Por causa da grave crise de segurança, o Haiti não disputou sequer uma partida como mandante em seu território. Todos os compromissos ocorreram em Curaçao, que se tornou a “casa emprestada” da seleção.

3. Técnico que nunca esteve no Haiti

O treinador Sébastien Migné assumiu o comando há 18 meses, mas nunca conseguiu pisar no país. Sem voos operando e com risco extremo em Porto Príncipe, o francês trabalha remotamente desde o início do ciclo.

4. Vaga construída só com jogadores que atuam fora

O elenco é formado exclusivamente por atletas que jogam no exterior, muitos nascidos em outros países. A federação buscou descendentes haitianos na França, Bélgica e Inglaterra para reforçar a base técnica da equipe.

5. País vive uma das piores crises de segurança do mundo

A ONU estima que 90% de Porto Príncipe está sob domínio de gangues armadas. A instabilidade impede treinos, eventos esportivos e até ações administrativas da própria federação.

6. Retorno ao Mundial 21 anos após o “Jogo da Paz”

Em 2004, o Brasil levou Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e outros craques ao Haiti em um amistoso histórico. A partida se tornou símbolo da ligação entre os dois países e rendeu ao Brasil o Prêmio Fifa Fair Play.

7. Forte identificação com a Seleção Brasileira

Durante Copas do Mundo, é comum ver ruas tomadas por camisas amarelas no Haiti. A admiração pela Seleção Brasileira ganhou força ao longo das décadas, especialmente após a visita de 2004.

8. Futebol local paralisado e estádio histórico abandonado

O Stade Sylvio Cator, palco do amistoso contra o Brasil, está deteriorado e sem condições de uso. A violência e a falta de manutenção praticamente paralisaram o futebol no país.

Tópicos relacionados