Esporte na Band

Morte de Oscar 'foi como uma bomba caindo na minha cabeça', diz Hortência

Maior jogador da história do basquete brasileiro morreu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos

Da redação
DA REDAÇÃO

17/04/2026 • 17:31 • Atualizado em 17/04/2026 • 17:31

A morte de Oscar Schmidt nesta sexta-feira (17) caiu como uma bomba para Hortência.

Compartilhar

Oscar passou mal e foi internado no início da tarde. Horas depois, em comunicado, a família anunciou a morte aos 68 anos do maior jogador da história do basquete brasileiro.

“Quando eu recebi a notícia, foi como uma bomba caindo na minha cabeça. Quando a gente tem um ídolo, a gente acha que ele é eterno, mas ele não é”, contou a ex-jogadora em entrevista ao Brasil Urgente.

“E isso é um momento muito difícil para quem viveu o basquete na mesma geração que ele, que viu a construção do basquete, do legado que o Oscar foi deixando para o Brasil, o patriotismo que esse homem tinha na sua cara, no seu coração, como ele demonstrava a garra, a força de vontade que ele tinha quando ele entrava numa quadra... Quando ele parou, ele continuou sendo uma pessoa admirável, uma pessoa que passou grandes valores.”

Hortência lembrou de quando participou de um All-Star Game na Itália formando dupla com Oscar Schmidt – os dois foram campeões vencendo dupla de diversos países. “O Oscar não errava”, descreveu. “Eu olhava para ele e falava: ‘Não acredito, ele não erra um arremesso de três pontos’.”

Oscar se casou em 1981 com Maria Cristina, com quem teve dois filhos: Filipe (nascido em 1986) e Stephanie (nascida em 1989). Para Hortência, o legado de Oscar não se restringe ao basquete, destacando-se também pelos valores que levou fora das quadras.

“Ele deixou credibilidade. Um cara que quando ele fala, as pessoas param para escutar. O Oscar era isso. Tinha uma família maravilhosa, casou uma vez só, teve dois filhos, uma menina e um cara maravilhoso. Esse é o legado que o Oscar deixa e vai deixar muita lembrança. Ele nunca mais sairá dos nossos pensamentos e da nossa vida. Ele via ficar eterno”, descreveu Hortência.

“O Oscar era um cara obcecado pela perfeição. São palavras do Oscar. Quando falavam que ele era Mão Santa, ele dizia: ‘Não, eu sou Mão Treinada’. É uma mensagem que ele passa, que é o seguinte: se você não der sua cara para bater, se você não se preparar para a batalha, você não vai ganhar nunca, você não vai chegar nunca. Ele dizia: ‘Alguém pode ter treinado igual a mim; mais que eu, ninguém treinou’.”