Esporte na Band

Oscar Schmidt defendeu Corinthians e Flamengo no basquete; relembre

Clubes de maiores torcidas no futebol brasileiro tiveram o maior jogadores do basquete nacional em seus elencos

Da redação
DA REDAÇÃO

17/04/2026 • 18:30 • Atualizado em 17/04/2026 • 18:30

Oscar chegou ao Corinthians em 1995, ao mesmo tempo em que retornava à Seleção Brasileira

Oscar chegou ao Corinthians em 1995, ao mesmo tempo em que retornava à Seleção Brasileira

SC Corinthians Paulista/Divulgação

Em 1995, aos 37 anos, Oscar Schmidt era visto como a tábua de salvação da Seleção Brasileira masculina de basquete. A equipe buscava uma vaga na Olimpíada de 1996, em Atlanta, mas tinha uma tarefa dura a cumprir: terminar entre os três primeiros colocados do Pré-Olímpico de 1995, na Argentina.

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Não seria uma missão simples. Oscar estava afastado do Brasil desde 1992 e estava disposto a voltar. Queria morar novamente ao Brasil, mas enfrentava o jogo duro do Forum Valladolid (Espanha), onde atuava desde 1993. A equipe estava disposta a pagar US$ 250 mil ao brasileiro por mais uma temporada. À CBB, caberia igualar a oferta.

Sem o acerto financeiro, Oscar provavelmente seguiria na Europa, já que tinha ofertas de equipes de times da Espanha, da Itália e da Grécia. Volta à seleção? “Seria complicado”, reconheceu Ary Vidal, então técnico da seleção brasileira, à Folha de S. Paulo.

Mas Oscar voltou ao Brasil. No segundo semestre, reforçou o Corinthians e retornou à Seleção Brasileira. Foi o cestinha do Pré-Olímpico, no qual o Brasil conquistou o terceiro lugar e a vaga na Olimpíada de 1996. Em Atlanta, foi novamente o melhor marcador, mas o Brasil caiu nas oitavas de final diante dos EUA e terminou na sexta colocação. Tornou-se o primeiro jogador da história do basquete a disputar cinco Olimpíadas.

Pelo Corinthians, foram dois anos, até 1997. No melhor momento, foi campeão brasileiro em 1996, vencendo o Corinthians/Pony de Santa Cruz do Sul (RS) nas finais.

Em nota, o Timão lamentou a morte de Oscar, que “representou o manto alvinegro e o basquete brasileiro”. “Um dos maiores atletas da história da modalidade no Brasil, Oscar marcou o seu nome também na história do Sport Club Corinthians Paulista. Maior pontuador da história do esporte até 2024, Oscar liderou o Corinthians ao seu último título nacional, conquistado em junho de 1996. Este feito o fez estar imortalizado na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo”, publicou.

Oscar fez história no Flamengo

O último clube da carreira de Oscar foi o Flamengo. Em 1999, aos 41 anos, o ala assinou contrato após passagem pelo Grêmio Barueri – a equipe atuou com as identidades de Bandeirantes/Barueri (1997 a 1998) e Mackenzie/Microcamp (1998 a 1999). Ao assinar com o Fla, chegou sonhando alto.

“Quero fazer jus ao carinho dos torcedores e dos dirigentes. Treinar na Gávea é como se estivesse em um centro olímpico. O Flamengo apoia todos os esporte e está com atletas de ponta em todos os eles”, afirmou, em entrevista ao Jornal do Brasil na época, comparando a torcida rubro-negra à do Corinthians. “A do Flamengo é mais vibrante, a gente sente isso nas ruas. A rivalidade com o Vasco é maior do que entre Palmeiras e Corinthians. Mas temos que deixar isso só na quadra”, comparou. Curiosamente, Oscar defendeu o Palmeiras no começo da carreira.

Foi pelo Flamengo que, em 2001, Oscar superou os 46.725 pontos da carreira de Kareem Abdul-Jabbar e se tornou o maior cestinha da história do basquete. Ao se aposentar em 2003, contabilizava 49.737 pontos – feito que só foi superado posteriormente por Lebron James, o primeiro da história a superar a marca de 50 mil pontos.

Oscar conquistou duas vezes o Campeonato Carioca masculino de basquete pelo Flamengo, em 1999 e 2002. Nas redes sociais, o clube lamento “o falecimento de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial”.

“O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos os fãs neste momento de imensa dor”, publicou.

Oscar morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Deixou a mulher Maria Cristina, com quem se casou em 1981, e os filhos Filipe e Stephanie.