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Ídolo da Alemanha cobra resgate de identidade e descarta copiar a Espanha

Capitão do tetra em 2014 aponta caminhos para seleção sair da crise e critica sequência de fracassos do país

2 min

20/07/2026 14:18 • Atualizado há 43 dias

Ídolo da Alemanha cobra resgate de identidade e descarta copiar a Espanha

Campeão mundial com a seleção da Alemanha em 2014 e responsável por erguer a taça de campeão no Maracanã — após a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina —, o ex-lateral Phillip Lahm manifestou publicamente seu inconformismo com os frequentes insucessos do futebol de seu país na Copa do Mundo e também nos torneios do continente europeu. Apesar do momento delicado, o ex-atleta rechaçou de forma categórica a ideia de a equipe alemã "copiar" a bicampeã Espanha para reaver o prestígio perdido e encerrar o período de crise.

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A seleção da Alemanha acumula uma sequência de decepções desde a conquista do tetra mundial no Brasil, selada com um gol decisivo no tempo extra contra os argentinos — desfecho similar ao registrado no título espanhol diante dos hermanos.

De lá para cá, o único troféu erguido pelos alemães foi a Copa das Confederações de 2017. A sequência de resultados negativos inclui duas eliminações seguidas na primeira fase em Copas do Mundo e, mais recentemente, a queda na fase de 16 avos de final diante do Paraguai, na disputa por penalidades.

Redescoberta da identidade e críticas ao estilo de jogo

Na avaliação de Lahm, capitão do time vencedor na Copa de 2014, a prioridade máxima da tetracampeã mundial deve ser a recuperação de suas raízes futebolísticas:

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Precisamos redescobrir a identidade da seleção alemã. Não precisamos copiar a Espanha e seu estilo de jogo baseado na posse de bola, pois temos nossas próprias forças.

Em entrevista concedida à revista alemã Kicker, o ex-jogador de 42 anos detalhou os pilares que entende como fundamentais para que a seleção recupere o alto nível competitivo, supere o momento adverso e volte a brigar por títulos expressivos:

"Organização defensiva, futebol físico, resiliente, e depois o ataque, é isso que sempre nos definiu como seleção nacional. Devemos voltar a isso, com papéis claramente definidos e uma formação clara para que a repetição e a consistência possam se desenvolver tanto nos treinos quanto nas partidas."

Cobrança por mudanças drásticas e saídas

Além da reestruturação conceitual no estilo de jogo dentro de campo, Phillip Lahm fez questão de cobrar posturas mais firmes por parte dos dirigentes em relação aos atletas e comissões técnicas, visando respostas imediatas e assertivas para estancar a crise:

E, em algum momento, mudanças de pessoal têm de ser feitas se alguém consistentemente falhar no desempenho. Se nos tornarmos mais decisivos e consistentes nessas áreas novamente, encontraremos o caminho para sair dessa crise, mesmo que ela já dure há muito tempo.

Com informações da Estadão Conteúdo

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