
Macini volta ao cargo de treinador da Itália após 3 anos
REUTERS/Max Rossi
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) definiu o comando técnico da Seleção da Itália após semanas de turbulência nos bastidores. A entidade acertou o retorno do técnico Roberto Mancini para liderar a equipe durante o ciclo da Eurocopa de 2028 e da Copa do Mundo de 2030.
O anúncio oficial foi realizado pelo presidente da FIGC, Giovanni Malagò, nesta terça-feira (28), logo após a confirmação das saídas de Paolo Maldini e Leonardo da direção da entidade e da escolha do novo diretor técnico.
"O tempo estava se esgotando e eu sentia que a pessoa certa para o cargo de treinador era Roberto Mancini", afirmou Malagò.
Claudio Ranieri assume diretoria
Junto com a definição do treinador, a federação confirmou Claudio Ranieri para o cargo de diretor técnico de seleções.
"Eu precisava de alguém com quem pudesse compartilhar a decisão de contratar um treinador. Claudio Ranieri aceitou ser o diretor técnico há cinco minutos; ele está vindo da Calábria e sua disponibilidade está garantida", explicou o presidente da FIGC.
A apresentação oficial da nova comissão técnica ocorrerá em uma coletiva de imprensa agendada para esta quarta-feira (29), às 18h, com as presenças de Ranieri e Mancini.
Malagò justifica opção por Mancini
A escolha de Roberto Mancini ocorre após o treinador ter pedido demissão da seleção às vésperas da Eurocopa de 2024, fato que gerou insatisfação no país. Questionado sobre a preferência por Mancini em detrimento de Antonio Conte, nome aprovado pela torcida, Malagò foi direto:
"Por que escolhi Mancini em vez de Conte? Tenho uma ótima relação com ele, mas a escolha do treinador faz parte do processo de avaliação", declarou o dirigente.

Leonardo e Maldini, ex-diretores da Seleção Italiana | Crédito: Divulgação/FIGC
Saídas de Maldini e Leonardo
A chegada do novo treinador selou o fim do trabalho de Paolo Maldini e Leonardo, que durou apenas 16 dias na busca pela reestruturação do futebol italiano. Malagò agradeceu a postura da dupla durante o processo:
"Só posso agradecer a Maldini e Leonardo. Eles foram cavalheiros, francos e honestos sobre sua posição. A minha posição também foi igualmente franca", ressaltou.
O presidente da FIGC revelou ainda que pretende anunciar até o final da semana um terceiro nome para coordenar a gestão e supervisão das seleções de base (atualmente lideradas por Viscidi), função já desempenhada por nomes como Gigi Riva e Gigi Buffon.
Entenda a crise na Itália
O imbróglio na federação começou durante a busca pelo novo comandante. Após sondagens por Pep Guardiola, o nome de Andrea Pirlo ganhou força por indicação de Maldini e Leonardo.
A negociação, contudo, travou após a descoberta de atuações de Pirlo como embaixador de uma empresa de apostas russa (Fonbet), incluindo presença em eventos em Moscou ao lado de Marco Materazzi — ligação considerada inadequada por Malagò.
Após a repercussão, Pirlo anunciou nas redes sociais que não concorreria mais ao cargo. O caso teve desdobramentos diplomáticos com uma carta aberta do embaixador russo na Itália, Alexey Paramonov, em apoio ao ex-jogador, culminando no impasse que resultou na saída de Maldini e Leonardo.
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