Jogo Aberto

Rui Costa abre o jogo, fala de pressão e exalta Roger Machado

Executivo do São Paulo detalha saída de Crespo, comenta críticas da torcida e define metas da temporada

Da redação
DA REDAÇÃO

28/04/2026 • 14:07 • Atualizado em 28/04/2026 • 14:07

Resumo

Rui Costa abriu o jogo sobre o momento do São Paulo e abordou a pressão da torcida em entrevista à Rádio Bandeirantes. O executivo destacou que o ambiente interno segue positivo, apesar das críticas externas.

O dirigente defendeu o trabalho de Roger Machado, afirmou que o treinador está em evolução e explicou que a rejeição tem relação com a saída de Crespo e expectativas da torcida.

Rui também detalhou metas da temporada, com foco na volta à Libertadores, e reconheceu a diferença financeira para rivais, reforçando que o clube vive um processo de reconstrução.

O diretor executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes nesta segunda-feira (27) e falou abertamente sobre o momento do clube. Em meio à pressão da torcida, o dirigente abordou a permanência de Roger Machado, explicou a saída de Hernán Crespo, comentou o cenário político e traçou os objetivos do Tricolor na temporada.

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Rui Costa defende Roger Machado

Rui Costa demonstrou confiança no trabalho de Roger Machado e afirmou que o treinador ainda está em fase inicial de desenvolvimento no clube. Segundo ele, o pouco tempo de trabalho precisa ser considerado na avaliação.

“São só 40 e poucos dias. Parece que são quatro meses, mas o trabalho do Roger é um trabalho que vem evoluindo muito”, afirmou.

O executivo também avaliou que a rejeição ao treinador tem relação direta com a saída de Crespo e com a expectativa da torcida em relação ao novo comando técnico.

“Para mim são duas questões muito claras: a frustração e a indignação do torcedor em relação à demissão do Crespo”, disse.

Saída de Crespo

Rui Costa explicou que a demissão de Hernán Crespo não foi baseada apenas nos resultados recentes, mas em uma avaliação mais ampla do dia a dia do clube e do alinhamento interno.

“Não é uma avaliação que aconteceu nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro”, afirmou.

O dirigente também comentou a declaração de Crespo sobre a meta de 45 pontos no Brasileirão, indicando que a fala contribuiu para divergências internas.

“Aquilo foi um elemento importante para que nós pudéssemos voltar a conversar com ele e estabelecer que havia uma divergência de conceitos”, disse.

Rui reforçou que, mesmo com limitações financeiras, o São Paulo não pode abrir mão de disputar títulos.

“O São Paulo é o São Paulo. A sua grandeza não permite essa manifestação de que nada conquistaremos”, completou.

Pressão da torcida

O executivo reconheceu a forte pressão da torcida nas últimas semanas e afirmou que encara as críticas como parte do futebol.

“Eu tenho profundo respeito pelo torcedor do São Paulo. Hoje ele está insatisfeito, e eu tenho que entender que essa insatisfação tem que ser uma força motriz”, afirmou.

Apesar do ambiente externo, Rui defendeu o desempenho esportivo da equipe na temporada.

“Nós estamos hoje com 100% de aproveitamento na Sul-Americana e em quarto lugar no Campeonato Brasileiro”, destacou.

Metas do São Paulo na temporada

Rui Costa revelou quais são os principais objetivos traçados para o clube em 2026. A prioridade é garantir vaga na Libertadores.

“Nós precisamos voltar à Libertadores. Isso é fundamental para o São Paulo”, afirmou.

O dirigente também destacou o peso da Copa do Brasil e garantiu que o clube vai buscar títulos em todas as competições.

“A prioridade hoje é o Campeonato Brasileiro. Depois vamos focar muito na Copa do Brasil. E a Sul-Americana nós vamos respeitar porque o São Paulo sempre entra para buscar o título”, disse.

Diferença para Palmeiras e Flamengo

Ao comparar o São Paulo com Palmeiras e Flamengo, Rui Costa reconheceu a diferença de investimento entre os clubes.

“Em termos de investimento, o Palmeiras investe em uma janela o que o São Paulo não investiu em cinco anos”, afirmou.

Mesmo assim, o executivo destacou que o clube vive um processo de reconstrução.

“A grandeza do São Paulo é indiscutível. É com ela que a gente estabelece os planos, mesmo com mais dificuldades”, completou.

Saída de Muricy Ramalho

Rui também falou sobre a saída de Muricy Ramalho e destacou o impacto dentro do clube.

“O São Paulo perdeu muito. Eu perdi muito, porque ele me ensinou o que era pertencer a esse clube”, afirmou.

Segundo o dirigente, Muricy segue próximo do dia a dia e mantém contato frequente com a diretoria.

Situação de Arboleda

O executivo comentou ainda a situação do zagueiro Arboleda e indicou que o caso está sendo tratado no âmbito jurídico.

“Hoje o tema Arboleda está muito mais na esfera jurídica do que na esfera desportiva”, disse.

O jogador já foi notificado para se reapresentar ao clube, e o São Paulo aguarda os próximos desdobramentos.

Ambiente interno no CT

Por fim, Rui Costa garantiu que o ambiente interno no CT da Barra Funda segue positivo, apesar da pressão externa.

“Nosso ambiente é muito bom, é excelente, de muito trabalho. O externo chega, mas lidamos com maturidade”, afirmou.