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Casares é acusado de gestão temerária em ação que pede sua expulsão

Comissão de Ética analisa se abrirá investigações contra o ex-presidente do São Paulo

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10/04/2026 16:43 • Atualizado há 197 dias

Casares é acusado de gestão temerária em ação que pede sua expulsão

Um grupo de conselheiros do São Paulo protocolou uma representação contra Julio Casares, ex-presidente do Tricolor, na Comissão de Ética do Conselho Deliberativo.

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No protocolo, eles pedem que Casares seja expulso por ter uma gestão temerária no Tricolor Paulista. O balanço financeiro de 2025 foi reprovado por 210 votos contra 24 e três abstenções.

O principal motivo é o apontamento, feito pela auditoria independente, de R$ 7 milhões sacados pela presidência sem comprovação de finalidade.

"A realidade é objetiva, documentada e constrangedora: a gestão do Sr. Julio César Casares rompeu, de forma reiterada, com os mais elementares deveres de legalidade, transparência e responsabilidade, convertendo o que deveria ser administração em um verdadeiro experimento institucional de alto risco - e com prejuízo concreto ao clube", argumenta a ação.

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Além disso, o documento aponta outros problemas da gesta de Casares, por exemplo: dois transfer bans da Fifa por atraso em dívidas, afastamento do ex-presidente, seguido por renúncia, investigações no Ministério Público sobre supostos desvios e uso irregular do Morumbi, denúncias por falta de acessibilidade no estádio e dano reputacional ao clube.

A Comissão de Ética analisa se abrirá investigações contra o ex-presidente. Se o processo seguir, o grupo ainda avalia se acata todas as acusações da representação. Como alternativa à expulsão, também é sugerida pena de suspensão por até 270 dias.

No âmbito policial, Júlio Casares ainda será intimado a prestar depoimento à força-tarefa do MP-SP e da Polícia Civil que investiga suspeitas envolvendo o São Paulo. São analisados o caso do camarote, irregularidades no clube social e saques da presidência.

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Esse último ponto é elemento em comum com a reprovação das contas de 2025. A Polícia Civil levantou suspeita sobre R$ 11 milhões sacados. No balanço, R$ 4 milhões tiveram destinação clara.

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