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Crise no São Paulo explode com renúncia de Júlio Casares e operação

Renúncia do presidente ocorre no mesmo dia de operação policial e derrota do São Paulo no Morumbi.

Por Redação
REDAÇÃO

22/01/2026 • 08:53 • Atualizado em 22/01/2026 • 08:53

Renúncia de Júlio Casares

Renúncia de Júlio Casares

Pedro França/Agência Senado

A crise no São Paulo se agravou com a renúncia do presidente Júlio Casares, anunciada minutos antes da partida no Morumbi. O episódio ocorreu em um dia marcado por uma operação da Polícia Civil, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra ex-diretores do clube ligados à antiga gestão.

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Dentro de campo, o São Paulo foi derrotado pela Portuguesa por 3 a 2 em um jogo movimentado, mas o principal impacto veio fora das quatro linhas. Com a saída de Júlio Casares, a RIMACIS assume a administração do clube até o final do ano e já iniciou mudanças na estrutura interna.

A primeira decisão foi a saída de Dedé, diretor do Clube Social. Em seguida, ficou definida a saída de Márcio Calomagno, CEO do futebol do São Paulo, que permanece no cargo apenas até fevereiro. A partir desse período, ele não fará mais parte do departamento de futebol do Tricolor Paulista.

Nos bastidores, o ambiente político do São Paulo também apresentou alterações. Integrantes da oposição passaram a circular com mais liberdade, como foi o caso de Marco Aurélio Cunha, que esteve na zona mista do Morumbi e afirmou, em conversas reservadas, que acompanhava o momento como observador.

Antes da bola rolar, a reportagem conversou com o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Aires de Abreu Júnior, que negou ter atuado em benefício de Júlio Casares e descartou qualquer possibilidade de renúncia ao cargo. Ele afirmou que apenas interpretou o estatuto do clube e que não cometeu irregularidades de natureza ética, moral ou legal.

Júlio Casares não passará por Assembleia de Sócios. Ao anunciar a renúncia, alegou perseguição política e traições internas. As investigações, no entanto, seguem em andamento e colocam o ex-presidente em uma posição mais delicada, agora fora da estrutura do São Paulo.

Após a derrota para a Portuguesa, o São Paulo volta a campo no sábado para enfrentar o Palmeiras, em clássico marcado para a Arena Barueri, em meio a um cenário de instabilidade administrativa e pressão política.

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