Comissão de Ética recomenda expulsão de Julio Casares do São Paulo
Relatório aponta gastos pessoais indevidos e saques de R$ 7 milhões; decisão final caberá ao Conselho Deliberativo

A Comissão de Ética do São Paulo recomendou por unanimidade a expulsão de Julio Casares do quadro associativo do clube. Além disso, o ex-presidente terá que devolver recursos financeiros utilizados para fins particulares. O parecer segue para votação no Conselho Deliberativo, que irá dar a resposta final.
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O ex-dirigente responde por gestão temerária durante o período em que presidiu o clube, entre 2021 e janeiro de 2026. Casares renunciou ao cargo após o Conselho Deliberativo aprovar a abertura de seu processo de impeachment. A acusação formal fundamenta-se no artigo 34 do estatuto são-paulino.
Gastos com cartão de luxo e saques
O departamento financeiro vai definir o montante exato que Casares terá que devolver aos cofres são-paulinos. O relatório considerou saques de R$ 7 milhões efetuados pelo ex-presidente. Em sua defesa, o dirigente afirmou que utilizou o dinheiro em despesas do departamento de futebol, como premiações a jogadores.
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Outro ponto do processo trata das despesas no cartão corporativo. Dos cerca de R$ 1 milhão gastos por Casares na presidência, pouco mais da metade retornou ao clube. O documento enquadra a conduta no artigo 11 do estatuto, referente a prejuízo material.
As alegações finais identificam gastos em estabelecimentos de vestuário e artigos de luxo, restaurantes, charutaria, salões de beleza, despesas médicas e medicamentos pessoais, além de compras em petshops - diz trecho do parecer do Conselho Deliberativo
