Esporte na Band

Justiça quebra sigilo bancário de Julio Casares, ex-presidente do São Paulo

Ex-dirigente é investigado em caso dos camarotes do Morumbi

Da redação
DA REDAÇÃO

02/06/2026 • 16:26 • Atualizado em 02/06/2026 • 16:27

Julio Casares, ex-presidente do São Paulo

Julio Casares, ex-presidente do São Paulo

Rubens Chiri/São Paulo FC

Resumo

Determinação judicial ordenou a quebra do sigilo bancário de Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, e de outras quatro pessoas ligadas a um inquérito sobre esquema ilegal de camarotes no Morumbi, atendendo solicitação da Polícia Civil e do Ministério Público para investigar movimentações financeiras suspeitas no clube.

Decisão incluiu Mara Casares, Douglas Schwartzmann, Marcio Carlomagno e Rita de Cassia Adriana Prado, com base em depoimentos de testemunhas e apreensão de R$ 28 mil e documentos em operação realizada em 2026, após denúncias de venda clandestina de ingressos para show de Shakira no camarote 3A, espaço vedado à comercialização desde 2023.

Investigações resultaram em crise institucional no São Paulo, com aprovação do impeachment e renúncia de Casares em janeiro, além da expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quadro de associados em abril, enquanto o ex-presidente não se manifestou sobre a decisão judicial.

A Justiça determinou a quebra do sigilo bancário de Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, e de outras quatro pessoas envolvidas em um inquérito sobre um esquema clandestino de camarotes no Morumbi. A medida, solicitada por uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público, visa aprofundar as apurações sobre movimentações financeiras ilícitas no clube.

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Além do ex-mandatário, a decisão atinge Mara Casares, ex-diretora cultural e ex-mulher de Júlio; Douglas Schwartzmann, ex-diretor da base; Marcio Carlomagno, ex-superintendente; e Rita de Cassia Adriana Prado, apontada como intermediária. Os promotores José Reinaldo Guimarães Carneiro e Tomás Busnardo Ramadan, junto ao delegado Tiago Fernando Correia, aguardam os documentos bancários para dar sequência ao processo.

Base da decisão e apreensões

O magistrado fundamentou a quebra de sigilo em depoimentos de testemunhas e materiais recolhidos em uma operação no início de 2026. Naquela ocasião, os investigadores apreenderam R$ 28 mil e documentos que detalham a prática criminosa, que ocorreria desde, pelo menos, 2023.

O esquema veio à tona após denúncias de venda ilegal de ingressos para o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro de 2025. O espaço utilizado, o camarote 3A, fica em frente ao gabinete da presidência e não poderia ser comercializado oficialmente.

Impacto na política do clube

As investigações sobre os camarotes, somadas a outro inquérito sobre desvio de verbas, provocaram uma crise institucional no São Paulo. O Conselho Deliberativo chegou a aprovar o impeachment de Júlio Casares, o que resultou em sua renúncia no dia 21 de janeiro.

Em desdobramentos administrativos recentes, em abril, o colegiado do clube decidiu pela expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quadro de associados. Até o fechamento desta reportagem, Casares não havia se pronunciado sobre a decisão judicial.

*Com informações de Estadão Conteúdo