Esporte na Band

Leila x Bap: Palmeiras e Flamengo se enfrentam também fora de campo

Às vésperas do clássico no Maracanã, presidentes trocam críticas públicas e ampliam a rivalidade entre clubes

Matheus Gavazzi
MATHEUS GAVAZZI

17/10/2025 • 18:51 • Atualizado em 17/10/2025 • 18:51

Flamengo e Palmeiras se enfrentam neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no Maracanã, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto é decisivo na briga pela liderança, mas a disputa entre os clubes também acontece fora de campo. Nas últimas semanas, os presidentes Leila Pereira e Luiz Eduardo Baptista, o Bap, travaram uma série de embates públicos que acirraram o clima entre as diretorias.

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Leila não vai ao Maracanã

A presidente do Palmeiras decidiu não comparecer ao estádio. Segundo pessoas próximas, Leila entende que não há “clima” para sua presença e teme um ambiente hostil após as polêmicas recentes.

A dirigente já viveu um episódio delicado no Maracanã, em 2023, quando precisou mudar seu trajeto dentro do estádio e atravessar o setor destinado à torcida rubro-negra para chegar à área reservada à delegação alviverde.

A origem do impasse

A crise teve início após o Flamengo conseguir uma liminar judicial que bloqueou R$ 77 milhões de uma parcela de pagamento dos direitos de transmissão da Libra. O clube carioca contesta os critérios de divisão das receitas, especialmente na parte relacionada à audiência. Os demais clubes da Libra estão insatisfeitos com o Flamengo.

Em nota oficial, o Palmeiras classificou a medida como “predatória” e “prepotente”, defendendo que o futebol brasileiro precisa de equilíbrio coletivo. O Rubro-negro, por outro lado, afirma que apenas busca corrigir distorções financeiras dentro da liga.

Troca de acusações

O debate entre os dois dirigentes se intensificou nas últimas semanas. Leila Pereira ironizou o rival ao afirmar que o Flamengo “deveria jogar sozinho” e popularizou o termo “terraflamismo”, usado para criticar o comportamento da diretoria rubro-negra. Bap respondeu em entrevista dizendo que a Libra “é palmeirense” e que o Flamengo foi excluído das discussões sobre os contratos.

Em áudio vazado de uma reunião interna, o presidente rubro-negro ainda afirmou que Leila “tem uma agenda clara”. A dirigente rebateu em nota oficial: “Defendo os interesses do Palmeiras sem tentar asfixiar os meus adversários e honrando todos os contratos assinados pelo clube.”

Clima de tensão e bastidores aquecidos

A disputa jurídica e as trocas públicas de declarações aumentaram a pressão nos bastidores da Libra. O Palmeiras avalia entrar com nova ação contra o bloqueio dos recursos, enquanto o Flamengo mantém a decisão de permanecer no grupo, mas insiste em renegociar a fórmula de rateio.

A tensão se estendeu até esta sexta-feira (17), quando Palmeiras e Flamengo divulgaram notas oficiais sobre testes antidoping realizados em seus centros de treinamento, em tom de desconfiança quanto ao momento das visitas da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

Clássico de alta temperatura

Dentro de campo, o duelo coloca frente a frente líder e vice-líder do Brasileirão, com expectativa de mais de 70 mil torcedores no Maracanã.

Enquanto Abel Ferreira e Filipe Luís se concentram na disputa esportiva, Leila Pereira e Bap simbolizam um embate que extrapola o gramado e representa a briga por influência, poder e protagonismo nos bastidores do futebol brasileiro.