
Leila Pereira e Bap, presidentes de Palmeiras e Flamengo
Cesar Greco/Palmeiras e Adriano Fontes/Flamengo
Se dentro de campo Palmeiras e Flamengo protagonizam a maior rivalidade do Brasil na atualidade, fora dele o clima é ainda mais quente. Leila Pereira e Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidentes dos dois clubes, transformaram bastidores em um verdadeiro campo de batalha com ironias e ataques diretos.
Confira os temas que dividem os mandatários e acirraram os ânimos entre os dirigentes dos clubes.
A última: demissão de Filipe Luís
A polêmica mais recente envolveu a saída de Filipe Luís do comando técnico do Flamengo.
Após o anúncio ser feito à 1h da manhã, Leila Pereira não poupou críticas à gestão rubro-negra, classificando o episódio como uma "falta de respeito absurda".
A provocação de Leila: "Oferecemos tranquilidade. Nunca demiti técnico às 2h da manhã".
A resposta de Bap: O presidente do Flamengo foi incisivo ao dizer que "não tem hora boa para decisões difíceis" e que a mudança era necessária por um processo de "causa e efeito".
Libra e a soberania no futebol
A formação da Libra (Liga do Futebol Brasileiro) foi o estopim para a relação pública azedar. Leila Pereira acusou o Flamengo de querer privilégios excessivos na divisão de receitas, chegando a dizer que, se o clube carioca não cedesse, deveria "jogar sozinho".
O embate: Bap rebateu chamando a postura palmeirense de oportunista. Leila, por sua vez, foi categórica: "Tenho uma agenda clara, não mudo de lado conforme o vento". O conflito travou discussões importantes sobre o futuro financeiro do futebol nacional.
A batalha do gramado sintético
O tipo de piso sintético é um alvo constante do Flamengo. Bap liderou movimentos para tentar proibir ou restringir o uso de grama sintética na Série A, sugerindo que clubes que optam por essa tecnologia "não deveriam jogar a elite".
O contra-ataque de Leila: A presidente alviverde acusou o Flamengo de omissão histórica. Para ela, o clube carioca sempre se omitiu de ajudar na melhoria dos gramados naturais do país e agora critica o investimento alheio para justificar resultados negativos.
Defesa de jornalista e ataques pessoais
O campo pessoal também foi atingido. Em dezembro de 2025, Bap se envolveu em uma polêmica ao atacar uma comentarista da Globo, gerando notas de repúdio da emissora.
Solidariedade e ironia: Leila Pereira fez questão de se posicionar publicamente em apoio à jornalista atacada, reforçando o coro de críticas à postura do mandatário flamenguista e expondo ainda mais a diferença de perfis entre as duas gestões.
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