Esporte na Band

Morre Mosquito, campeão mundial de basquete, aos 87 anos

Ícone da seleção brasileira e com passagens por Palmeiras e Sírio, ex-armador conquistou medalhas olímpicas e deixou legado eterno

Da redação
DA REDAÇÃO

13/08/2026 • 18:59 • Atualizado em 13/08/2026 • 19:00

Carlos Massoni, o Mosquito, foi campeão mundial de basquete em 1963

Carlos Massoni, o Mosquito, foi campeão mundial de basquete em 1963

Divulgação/Basquete Brasil - CBB

Resumo

Falecimento de Carlos Massoni, conhecido como Mosquito, aos 87 anos, marca mais um momento de luto no basquete brasileiro em 2026, poucos meses após a morte de Oscar Schmidt, sendo Mosquito reconhecido por títulos mundiais e medalhas olímpicas com a seleção.

Trajetória profissional inclui início na Associação Atlética São Paulo, destaque nacional no Palmeiras, dez temporadas no Sírio e encerramento da carreira em Portuguesa e São Caetano, além de atuação posterior como técnico e professor de educação física.

Conquistas históricas envolvem ouro mundial em 1963, prata em 1970, bronze em 1967, além de medalhas nos Jogos Pan-Americanos, sendo lembrado pela Confederação Brasileira de Basketball por sua entrega, liderança em quadra e legado para gerações futuras.

O basquete brasileiro volta a vestir luto nesta temporada de 2026. Menos de quatro meses após o falecimento de Oscar Schmidt, a modalidade se despede nesta quinta-feira de Carlos Massoni, o Mosquito, aos 87 anos. O ex-jogador marcou seu nome na história do esporte ao conquistar o título mundial em 1963, além de faturar duas medalhas de bronze olímpicas com a seleção brasileira nos Jogos de Roma-1960 e de Tóquio-1964.

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A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) manifestou pesar pela perda através de um comunicado oficial divulgado pela entidade:

A Confederação Brasileira de Basketball lamenta a perda irreparável de um herói do basquete brasileiro, desejando seus pêsames e abraçando neste momento de dor todos os amigos e familiares de Mosquito. Sua história e seu legado são eternos, ecoando por gerações de futuros basqueteiros.

Trajetória de sucesso nas quadras e clubes

Natural da capital paulista, Mosquito deu os primeiros passos no basquete defendendo a Associação Atlética São Paulo antes de se profissionalizar no Palmeiras, clube onde se destacou nacionalmente.

Após a passagem pelo time alviverde, o armador acumulou dez temporadas defendendo a tradicional equipe do Sírio. O encerramento de sua carreira nas quadras ocorreu com passagens por Portuguesa e São Caetano. Formado em educação física, ele também atuou como técnico e professor após pendurar os tênis.

Conquistas históricas pela seleção brasileira

Com a camisa do Brasil, Mosquito subiu ao pódio em três edições de Campeonatos Mundiais. Além do ouro inédito em 1963, em torneio realizado no Rio de Janeiro, o ex-jogador conquistou a prata em 1970 e o bronze em 1967. O histórico vitorioso pela seleção também inclui Jogos Pan-Americanos: foi ouro em Cali-1971, prata em São Paulo-1963 e bronze em Chicago-1959.

Em nota, a CBB também destacou as características marcantes do atleta em quadra:

Foi um dos mais raçudos da sua geração, com uma entrega coletiva impressionante. Era especialista na armação de jogo e nas infiltrações para a bandeja. Em 2023, participou ao lado dos amigos da Geração de uma festa organizada pela CBB para comemorar os 60 anos da conquista do bicampeonato mundial em 1963, no Rio de Janeiro, ao lado da família. Descanse em paz, lenda!

Com informações da Estadão Conteúdo