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MotoGP no Brasil: curiosidades, história e momentos que marcaram época

Volta da categoria ao país encerra um jejum de 22 anos e resgata trajetória "canarinha" na motovelocidade

GABRIEL ALBERTO

17/03/2026 • 15:33 • Atualizado em 17/03/2026 • 15:33

MotoGP no Brasil: curiosidades, história e momentos que marcaram época

MotoGP no Brasil: curiosidades, história e momentos que marcaram época

MotoGP

A volta da MotoGP ao Brasil em 2026, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, encerrou um jejum de 22 anos. Além disso, o país também volta a ter um representante no grid, após a aposentadoria de Alex Barros em 2007: Diogo Moreira.

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Brasil como palco de títulos

Um padrão curioso: o Brasil frequentemente coroou campeões mundiais. Foi assim com:

  • Álex Crivillé (1999)
  • Kenny Roberts Jr. (2000)
  • Valentino Rossi (2002)
  • Eddie Lawson (1989, decisão indireta)

Ídolos, vitórias e domínio

Se existe um nome que domina a história da MotoGP no Brasil, ele é Valentino Rossi. O italiano venceu quatro vezes no país (2000, 2001, 2002 e 2003) e frequentemente citava Jacarepaguá como uma de suas pistas favoritas.

Outros multicampeões também deixaram marca, como Mick Doohan, vencedor em 1996 e 1997. O Brasil ficou 22 anos fora do calendário (2004–2026)

  • Jacarepaguá sediou 9 edições consecutivas (1995–2004, exceto 1998)
  • Goiânia volta a receber a categoria após quase 40 anos
  • O país já foi palco de mudança de eras (500cc → MotoGP em 2002)
  • Primeira vitória de Jorge Lorenzo em GPs aconteceu no Brasil (125cc)

O fator casa

O Brasil nunca teve um vencedor na MotoGP em casa, mas já chegou perto. Alex Barros foi o principal nome, com pódios importantes — especialmente o segundo lugar em 2000. Agora, a expectativa recai sobre Diogo Moreira.

A "Maravilha de Goiânia"

O traçado do Autódromo Internacional Ayrton Senna traz características únicas:

  • Apenas 3,835 km (um dos menores do calendário)
  • 9 curvas à direita e 5 à esquerda
  • Sequência longa favorecendo desgaste desigual dos pneus

O retorno da MotoGP ao Brasil só foi possível após um investimento de cerca de R$ 55 milhões, com reformas completas no circuito — incluindo recapeamento, modernização de boxes e adequação às exigências da Federação Internacional de Motociclismo.

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